Contribuição da Integraçnao Estrutural Rolfing® para o Equilíbrio Postural, na Locomoção e na Qualidade de Vida de Adulto Portador de Paralisia Cerebral

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Pages: 1-97
Year: 2012
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Contribuição da Integração Estrutural Rolfing® para o Equilíbrio Postural, na Locomoçãona Qualidade de Vida de Adulto Portador de Paralisia Cerebral

CENTRO UNIVERSITÁRIO ÍTALO BRASILEIRO
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM INTEGRAÇÃO ESTRUTURAL
ROLFING®
ROSÂNGELA MARIA BAÍA
CONTRIBUIÇÃO DA INTEGRAÇÃO ESTRUTURALROLFING® PARA O EQUILÍBRIO POSTURAL, NA
LOCOMOÇÃO E NA QUALIDADE DE VIDA DE ADULTO
PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL
São Paulo 2012
ROSÂNGELA MARIA BAÍA
CONTRIBUIÇÃO DA INTEGRAÇÃO ESTRUTURALROLFING® PARA O EQUILÍBRIO POSTURAL, NA
LOCOMOÇÃO E NA QUALIDADE DE VIDA DE ADULTO
PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL
Monografia de Conclusão de Curso de Pós Graduação apresentada
ao Centro Universitário Ítalo Brasileiro, como parte dos requisitos
para obtenção do título de Especialista (lato sensu) em Integração
Estrutural-Rolfing®, sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Otávio
Barretto Prado.
São Paulo 2012
ROSÂNGELA MARIA BAÍA
CONTRIBUIÇÃO DA INTEGRAÇÃO ESTRUTURAL-ROLFING® PARA O
EQUILÍBRIO POSTURAL, NA LOCOMOÇÃO E NA QUALIDADE DE VIDA DE
ADULTO
PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL
Monografia de Conclusão de Curso apresentada ao Centro Universitário Ítalo
Brasileiro, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista em
Integração Estrutural-Rolfing®
sob a orientação do Prof. Dr. Pedro Otávio Barretto
Prado.
Nota:___________________________
Data da Aprovação: ____/____/______
Prof. Dr. Pedro Otávio Barretto Prado.
Assinatura:_______________________________________

Ao Universo. À minha família, meus pais,
por me proporcionarem educação e
cultura, em especial à minha mãe. Ao
meu filho, minha âncora dinâmica na vida.
Ao meu amigo Alfeu, uma força
constante. A todos os meus professores,
desde o primário, os meus grandes
mestres. Aos meus amigos. E a todos os
meus clientes. Em especial a A.S., quem
permitiu este estudo.

AGRADECIMENTOS
Aos Professores Dr. Pedro Otávio Barretto Prado, Emília S.M. Seo e Mário Nunes,
pela orientação ao meu trabalho de Conclusão de Curso.
Aos meus colegas rolfistas, em especial os desta turma de pós-graduação.
Ao Naper e à ABR, incluindo administração, funcionários, professores e amigos.
Não estamos verdadeiramente eretos, em
pé; estamos apenas a caminho de nos
tornar eretos. Está é uma consideração
metafísica.
Ida Rolf
RESUMO
Este trabalho investigou como a Integração Estrutural-Rolfing®, uma metodologia
holística que visa reorganizar a estrutura humana em relação ao eixo gravitacional,
pôde contribuir para portadores de Paralisia Cerebral (PC) adultos funcionais. A
hipótese era que o Rolfing poderia melhorar o equilíbrio postural e a locomoção, pela
organização do tônus muscular e postural, possibilitando uma nova percepção do
movimento. Pessoas com PC carregam preconceitos, até na denominação da
disfunção, o que afeta a sua imagem corporal desde a infância. Constatou-se, ao
atingir esses objetivos previstos, mudanças de hábitos posturais, repadronização de
movimentos antecipatórios e melhora de habilidades. Também possibilitou-se
verificar como interferiu no bem-estar e na qualidade de vida do sujeito da pesquisa.
Mulher ativa, 52 anos, recebeu 22 sessões de manipulação miofascial titulada –
toques leves e moderados – e de movimento, juntas, com o objetivo de acompanhar
a sua motricidade para propiciar a distribuição do tônus corporal e postural para
aliviar tensões e espasticidades, atenuando encurtamentos e proporcionar
relaxamento. Interferindo assim, em lesões e inibições de movimento. Ela – o sujeito
– relatou também melhoras em sua qualidade de vida. Usou-se os questionários de
entrevistas padrão do Núcleo de Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing®
(Naper, São Paulo, Brasil); o questionário WHOQOL (abreviado, versão em
português) – com perguntas sobre qualidade de vida; relatos de visitas ao local de
suas atividades rotineiras; e análise de fotos e vídeos. As conclusões deste estudo e
outros como ele, podem permitir alternativas para tratar pacientes com paralisia
cerebral funcionais e integrar Rolfing ® SI em um protocolo multidisciplinar para
melhorar a atividade motora e saúde emocional dessas pessoas.
Palavras-chave: Rolfing, tônus, integração estrutural, paralisia cerebral,
espasticidade, percepção, qualidade de vida, inibição, lesão.
ABSTRACT
This case study investigated how Rolfing® structural integration (SI), a holistic
approach of reorganizing human structure in the field of gravity, might help functional
adults with spastic cerebral palsy (CP). Our hypothesis was that by organizing
muscular tonus, we could improve the subject’s balance and locomotion, thereby
allowing the subject the possibility of a revised perception of her own movement —
which revised perception might, in turn, enable better movement. CP patients have
often carried since childhood a body image constrained by their diagnosis, and even
by the very name of their disorder. We expected that a revised body image would
allow the possibility of better postural habits, refined anticipatory motor activity, and
improved motor skills — as well as produce an overall better quality of life.
The subject, an active 52-year-old woman, received 22 sessions of combined
myofascial manipulation (light to moderate touch) and movement education. In each
session, the practitioner sought to observe and track, and ultimately to guide the
subject’s movements in such a way as to redistribute body tonus. With more
balanced tonus, the subject experienced less tension and spasticity. Interfering,
thereby, in movement inhibition and injury. She – the subject – also reported an
overall improvement in her quality of life. We measured the outcome of the
treatments with the questionnaires developed at the Center for Treatment, Research
and Education in Rolfing® SI (NAPER, Sao Paulo, Brazil); the WHO-QOL survey
(short form in Portuguese); observation of the subject in routine activities; and
analysis of still photos and videos. The findings of this study and others like it might
allow those treating functional CP patients to integrate Rolfing® SI into a
multidisciplinary protocol to improve both motor activity and emotional health that
people.
Keywords: Rolfing, tonus, structural integration, cerebral palsy, spasticity,
perception, quality of life, inhibition, injury.
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO 10
CAPÍTULO 2 – REVISÃO DA LITERATURA 12
2.1. ROLFING® 12
2.1.1 Definição 12
2.1.2 Integração Estrutural Rolfing® e Rolfing® Movimeto 13
21.3 História 19
2.2. Paralisia Cerebral 22
2.2.1 Definição 22
2.2.2 História 23
2.2.3 Incidência 25
2.2.4 Tipos 26
2.2.5 Tratamentos 27
2.2.6 Estudos contemporâneos 28
CAPÍTULO 3 CASUÍSTICA E MÉTODOS 30
3.1 Casuística 30
3.2 Método 31
CAPÍTULO 4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 32
4.1 Resultados 32
4.1.1 Imagens de resultados 36
4.1.2 Análise qualitativa dos resultados, trazidas pelo sujeito da pesquisa, A.S. 37
4.2 Discussão 39
CAPÍTULO 5 – CONCLUSÃO 48
REFERÊNCIAS 50
ANEXOS 53
ANEXO A – Entrevista inicial 53
ANEXO B- Relatório do Cliente 63
ANEXO C- Relatório do Rolfista 69
ANEXO D – WHOQOL 80
ANEXO E – Entrevista livre com a cliente 85
ANEXO F – Entrevista livre com parentes 86
ANEXO G – Entrevista livre com amigos, colegas, professores de movimento 87
ANEXO H – Fotos CD – Apresentação em PowerPoint (na contracapa)
ANEXO I – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) 88
ANEXO J – Laudos médicos 91
LISTAS DE ILUSTRAÇÕES
Quadros
Quadro 1 – Resultados – Entrevista livre com amigos, colegas, professores
de movimento
95
Quadro 2 – Tabulação – Entrevista livre com amigos, colegas, professores de
movimento
96

CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO
Por este estudo de caso verificou-se como a aplicação da Integração
Estrutural-Rolfing®1
, metodologia desenvolvida por Ida Pauline Rolf, poderia
contribuir para melhorar a funcionalidade do movimento e a qualidade de vida em
sujeito adulta, ativa funcional, com seqüelas de diagnóstico em Paralisia Cerebral
(PC), com características predominantes do tipo espástica2. O objetivo era
pesquisar se sua locomoção e seu equilíbrio postural seriam influenciados e
modificados. Aplicou-se 22 sessões, divididas em trabalho estrutural, com
manipulação no tecido conjuntivo, com foco em biomecânica, e trabalho funcional –
Rolfing® Movimento –, que busca novos padrões de movimento, usando a função
tônica, a propriocepção do sujeito, a percepção sensorial e a coordenação de
movimentos, como principais ferramentas. Recorreu-se, sobretudo, à educação do
movimento, que permite propiciar ao cliente encontrar outras possibilidades
diferenciadas de relacionamento do corpo no espaço e com o ambiente, deixando a
força da gravidade agir como aliada do movimento. Também com esta
experimentação, nos propusemos a verificar se essas percepções corporais, esse
autoconhecimento, influenciariam no bem-estar e na qualidade de vida do sujeito da
pesquisa.
Neste contexto, o sujeito da pesquisa poderia ser beneficiado pelo processo
somático da IE-Rolfing, que pode organizar um corpo fragmentado física e
psicologicamente pelos recursos que oferece. Um dos princípios da IE é ser
holística, olhar para uma pessoa por inteiro, considerar tudo que a constitui – física e
psicologicamente, além das questões genéticas, culturais e do ambiente – para,
então se poder ajudá-la. Nesse conceito se inclui o trabalho na biomecânica da

1 Rolfing®
designa uma marca de propriedade do Rolf Institute of Structural Integration
referente à disciplina integração estrutural desenvolvida pela doutora Ida P. Rolf. Embora o
Rolf Institute seja a escola original da Dra. Rolf de integração estrutural, ele é atualmente
uma das muitas escolas de integração estrutural; integração estrutural – Rolfing®
designa a
prática de integração estrutural dos membros graduados pelo The Rolf Institute e que estão
licenciados para usar sua marca (ROLF INSTITUTE, 2010). Para razões de fluência de
texto, eximir-se-á de fazê-lo daqui para frente. .
2 Pelo tipo de disfunção motora: extrapiramidal ou discinético (atetóide, coréico e distônico),
atáxico, misto e espástico; e pela topografia dos prejuízos tetraplegia ou quadriplegia,
monoplegia, paraplegia ou diplegia e hemiplegia. (TEIVE et. al., 1984).
estrutura, na qualidade do tônus muscular, utilizando-se da na plasticidade do tecido
conjuntivo, a fáscia, dotada de colágeno e elastina – viscolasticidade –, que permeia
tecidos, músculos, tendões, ligamentos aponeuroses, bursas. E, também, inclui
cinesiologia – análise dos movimentos –, e cinemática – descrição dos movimentos.
Estimulação da função tônica, pela percepção e coordenação do movimento,
possibilitando uma reeducação do movimento.
A portadora de seqüelas de PC, deste estudo, poderia ser beneficiada pelo
processo, porque o mesmo não pretendeu curar a disfunção, mas integrar a pessoa,
o seu potencial de movimento e vitalidade com ela mesma e por ela mesma, por
meio de sua estrutura. “Os ‘rolfistas’ estão integrando alguma coisa; não estamos
recuperando alguma coisa.”[…] “desde o primeiro dia em que vemos um cliente,
passamos a articulá-lo, a integrá-lo”, enfatizava Rolf, alertando que “os profissionais
de Rolfing invocam a saúde” (Feitis, 1986, p. 50).
Holismo, um dos princípios da IE-Rolfing, é “um meta princípio que
compreende todos os outros” (Prado, 2006, p. 41). Os outros são: adaptabilidade,
palintonicidade, suporte e fechamento. A palavra holismo vem do grego holos, que
significa todo, inteiro, completo. A Teoria do holismo, seguida até hoje, é de John C.
Smuts (Prado, 2006, p. 24). Somos um todo, e “qualquer dimensão que estejamos
lidando vai afetar e refletir em todos os aspectos do círculo do ser” (Mattoli, 2006,
p.21). Harrington e Jaye propuseram esse conceito do “círculo do ser” na IE-Rolfing,
que contempla as dimensões físico, espiritual, emocional e mental, mais o ambiente,
o contexto, destaca Prado. O autor observa ainda que Maitland introduz a palavra
psicobiológico no domínio do Rolfing. “Tal taxonomia apresenta a habilidade do
corpo de sentir-se, a orientação emocional e perceptiva do paciente em relação à
maneira de ver o seu movimento, a sua auto-imagem, o seu lugar no mundo”
(Maitland apud Prado, 2006, p.29).
Foi por essa visão, holística, e os conceitos do círculo do ser que a IE-Rolfing
contempla, além dos biomecânicos, que se justificou a pesquisa. A portadora de
seqüela de PC, já submetida a diversos tratamentos, hoje, adulta funcional, além do
trauma, dos problemas motores, traz outros, que se somam ao seu esquema
corporal – “sensibilidades orgânicas” –, modificando a sua imagem corporal –
“interação corpo e cérebro e ambiente” (Motta, 2003, p. 50). Entre eles o preconceito
social, por ter mobilidade reduzida e o sentimento pessoal de “rejeição” por ser
portadora de PC.
A hipótese foi de que um maior equilíbrio postural e melhor amplitudes
articulares poderiam influenciar na marcha, e gerar autoconfiança para
deslocamentos físicos, com mais independência e segurança, com mais
funcionalidade para os movimentos preliminares ou fundamentais – sentar, levantar,
deitar, rolar, subir descer escadas. Também cogitou-se que a experimentação de
outros movimentos, levaria a outras habilidades funcionais. E essa capacidade de
mobilidade poderia inferir ainda sobre o psicobiológico – emocional, o fisiológico –,
melhorando a ansiedade e a depressão, por poder se sentir capaz. A auto-estima
produz efeitos positivos em todos os aspectos do ser.
CAPÍTULO 2 – REVISÃO DA LITERATURA
2.1 ROLFING®
2.1.1 Definição
Integração Estrutural-Rolfing® é um processo manipulativo e educativo, no
qual terapeuta e cliente trabalham em conjunto. É holístico, vê a pessoa como um
todo. O nome é uma terminologia-definição que nasceu do nome de Ida Rolf, sua
idealizadora. Mas o objetivo é a estruturação do corpo. Busca integrar a pessoa no
seu espaço na gravidade, usando a estrutura como suporte, o movimento como
função e a postura como ação. A porta de entrada é o corpo, a estrutura, mas o
trabalho contempla todo o ser.
A IE-Rolfing® “tem como pressuposto o homem como ser indivisível e
considera o trabalho numa visão holística, em um conceito denominado pela IERolfing®
de ‘“Holograma do Ser”’, onde todos os aspectos ou dimensões humanas
estão presentes, os aspectos físicos, emocionais, mentais, sociais e espirituais”
(Cintra, 2011, p.3). A rolfista avançada continua, destacando que “é um trabalho
corporal, realizado por meio de uma série de sessões, entre 10 e 15 sessões com o
objetivo de organizar e integrar as estruturas humanas e a força da gravidade”. E
observa que “é regido por princípios de intervenção que visam a melhor criação de
estratégias para as sessões, em que o princípio do holismo completa e compreende
todos os outros em sua realização.”
2.1.2 Integração Estrutural Rolfing®
e Rolfing® Movimento
Os humanos, bípedes, buscam a verticalidade. Céu e terra são vetores
espaciais presentes em muitas técnicas e métodos de trabalhos corporais. Na IERolfing também. Como manter esses vetores na estrutura corporal e em sua
funcionalidade, é uma das propostas do processo. Temos de movimentar o corpo
nos três planos: sagital, frontal e transverso e seus eixos, e manter a necessidade
dos 20 mil movimentos respiratórios/dia, mais 10 mil passos/dia a que aludia Rolf.
Procedimentos atrelados ao funcionamento do sistema nervoso, à harmonia do
tônus miofascial e a do sistema nervoso autônomo, ramos simpático e
parassimpático.
Para a estrutura humana manter-se organizada em relação à linha vertical,
um eixo imaginário, é necessário que se apresente, na estrutura, linhas horizontais e
verticais. E todas, funcionais, interagindo com a força da gravidade. Isso ajuda a
entender a lógica funcional da receita, esquematizada em sessões estruturais e
funcionais. Enquanto uma manipula o tecido, o corpo, a estrutura; outra organiza o
movimento; e, ambas, integram a pessoa.
Estrutura, no contexto da IE-Rolfing, não é apenas postura, no sentido de
correção. É também atitude, ação. Ela desafia a construção de um ser desde o
começo, da fecundação, até a maturação do desenvolvimento psicomotor.
Possibilita o movimento, o seu aperfeiçoamento, desenvolvimento num “continuum”,
levando em consideração tudo o que o ser humano é, recebe e transmite, ainda que
fatores outros, como patologias e traumas, possam afetá-lo e desviar o movimento
de sua funcionalidade mais eficaz.
Embora existam dificuldades para se ensinar movimento e, sobretudo, alterar
padrões de movimento, também é objetivo da IE-Rolfing, educar para o movimento,
através da percepção e da coordenação. Enquanto a liberação miofascial, o toque
manipulativo, é a principal ferramenta para trabalhar a estrutura, a estática; a
percepção é a ferramenta para o Rolfing® Movimento, que são usadas juntas ou
separadas, buscando a conexão do tecido, o equilíbrio do tônus. Hubert Godard,
para diferenciar as fixações estruturais das funcionas, denomina as estruturais de
lesões e as funcionais de inibições. Uma foca a liberação dos tecidos lesados e a
outra, as fixações nos padrões de movimento. (Caspari, 2004, p.1):
As lesões respondem melhor quando se emprega o enfoque
manipulativo ou biomecânico, enquanto que as inibições precisam ser
tratadas do ponto de vista da percepção e da coordenação (sendo a
percepção relacionada aos sentidos e a coordenação às vias
neuromotoras e às seqüências de disparos musculares).
Rolf “encontrou na lei da gravidade uma expressão abrangente de seus
objetivos” (Feitis, 1986, p. 27). Escreveu em 1963 o artigo “Gravidade: fator
inexplorado num uso mais humano dos seres humanos”.
Os corpos humanos existem dentro de um campo gravitacional; a
força da gravidade é o determinante onipresente, todo-poderoso e
constante de sua verticalidade, ou da ausência desta. Os seres
humanos não diferem de nenhum outro corpo material quando se
considera a sua existência no campo gravitacional. Todos estão
sujeitos às leis da mecânica; uma destas afirma que as massas
devem estar em equilíbrio para serem estáveis. Por assim dizer, os
homens consistem de unidades empilháveis. Os agentes desse
equilíbrio são os ossos e os tecidos frouxos (miofasciais). Os ossos
determinam a posição no espaço, mas são sustentados pelo tecido
mole. Quando os tecidos moles são reposicionados, os ossos
espontaneamente se reorientam. Quando entra em equilíbrio o tônus
do tecido mole, existe uma sensação de leveza no corpo. As massas
da cabeça, do tórax, da pelve, etc., não são mais “arrastadas” devido
a seu peso; a estrutura apresenta menos resistência e a gravidade
pode “fluir” através do corpo.
Esta relação do movimento e da mobilidade com a gravidade permite
entender melhor as definições de tônus – muscular e postural. Para Cook e
Woollacott (2003, p. 124 e 158) “tônus muscular é caracterizado pela resistência do
músculo ao alongamento passivo”. Normalmente a pessoa está relaxada, ou
sentada. Mas quando em pé, o nível básico de atividade muda em certos músculos
posturais antigravidade, compensando, assim, a força gravitacional, gerando o tônus
postural.

Enquanto as secundárias, também 4, dependem mais do equilíbrio dos músculos,
são convexas – lordose cervical, lombar, joelhos, arcos mediais. A função postural
dessa linha e de ‘”dar apoio ao corpo em extensão completa”. E a função no
movimento, proporcionar extensão e hiperextensão, com exceção da flexão nos
joelhos e da flexão plantar nos tornozelos.
Buscando ainda essa verticalidade, e relação com a gravidade, Mézières
apud Bertherat e Bernstein, (1981 p. 120) observam a contratura dos músculos
posteriores impedindo a verticalidade e estabilidade do corpo. A mesma linha
posterior, para Myers e Rolf. Voltando ao que já mencionamos anteriormente, uma
projeção à verticalidade.
Essa construção de uma linha também é apontada por Piret e Béziers (1992,
p. 13) num movimento de base: enrolamento-indireitamento que, junto com os
movimentos essenciais: preensão e o andar formam um princípio subjacente do
movimento.
A Integração Estrutural-Rolfing®
, metodologia desenvolvida por Rolf, que foi
aplicada e avaliada neste estudo, quer fazer aparecer na estrutura humana essa
linha vertical, ainda que imaginária, que proporciona a graça do movimento,
independentemente de quem o faça. Um eixo vertical, que necessita das linhas
horizontais, sustentadas pelas articulações. Para Rolf (1999, p. 267) essa verdadeira
verticalidade é um fenômeno funcional. É uma linha da qual os campos de força de
energia do corpo se equilibram. São forças abstratas que se manifestam nas
estruturas de material miofascial. O organismo não está mais preso a Terra, mas a
linha vertical expressa uma relação de energia entre a Terra e o Sol. Essa
organização leva ao gesto único de cada um. A IE-Rolfing busca liberar
compensações organizadamente para levar ao bem-estar pela oportunidade de se
poder fazer e sentir movimentos mais funcionais. E, por conta dessa organização, a
IE-Rolfing pode contribuir para aliviar dores físicas e traumáticas, originadas por
movimentos repetitivos, por estresse ou por somatizações.
A IE-Rolfing busca tocar a pessoa como um todo. Estimula o seu movimento,
possibilita novos, a educa para o movimento e a vê, como pessoa, a percebe, a
valoriza. E, sobretudo, a leva a perceber tudo isso. É um processo de organização
do movimento estrutural e funcional, que leva o corpo a organizar-se nessa linha
imaginária, num eixo, de fora para dentro, de dentro para fora, frente e atrás, lado a
lado e cima e baixo. Mas, não só o corpo, mas o ser.
Muitos livros descrevem que o corpo humano é um complexo de estruturas e
sistemas integrados. O cérebro e a medula espinal são componentes do Sistema
Nervoso Central que através de neurônios, 100 bilhões, trilhões de “células de
suporte” e vários hormônios organizam o comportamento motor e psicobiológico.
Também apontam que o sistema músculo-esquelético é a estrutura do corpo. Os
estudiosos em IE-Rolfing® acrescentam que a fáscia é a sustentação desta
estrutura, com alta capacidade de remodelação por se constituir de tecido
conjuntivo, colágeno e elastina. Um trabalho que, ao conectar-se com o sistema
nervoso, pode atingir corpo, mente, espírito, o psicobiológico, o comportamento.
Os tecidos vivos estão constantemente em processo de renovação (o
denominado “turnover” metabólico). No sistema musculoesquelético a
renovação dos tecidos segue os estímulos mecânicos neles
produzidos. Desde o desenvolvimento embrionário estão agindo forças
que direcionam a expressão de nosso potencial genético. Ossos,
músculos, tendões vão se moldando de acordo com os movimentos
produzidos pelo feto. Este processo de modelação continua por toda a
vida. Quando nos referimos aos tecidos moles, sabemos que a sua
principal função mecânica e a resistência tênsil. Eles precisam ainda
ser suficientemente deformáveis para que possam absorver impactos
e amortecer mudanças bruscas de direção no movimento (4). Para
que o tecido exiba tais características, é necessário que o padrão de
movimento seja adequando, já que é ele que determina as
características do tecido novo, recém-sintetizado. Podemos então
dizer que “tecemos” nosso próprio corpo a partir da atividade física que
desempenhamos. Em outras palavras. A forma segue a função.
(KESSLER (4) apud ABR, 2004, p.2).
A imagem corporal e o esquema corporal são também regulados por esse
sistema complexo, o nervoso, dividido entre o autônomo, que se relaciona com as
vísceras, e o central, localizado no córtex, área de controle voluntário. Ambos vêm
do cérebro e atingem áreas diferentes e têm funções específicas. O controle do
movimento surge do esforço cooperativo de muitas estruturas cerebrais,
organizadas hierarquicamente e em paralelo, segundo Shumway-Cook e Woollacott
(2003, p. 83). Os autores observam que “as informações sensoriais cumprem muitas
funções no controle do movimento.” Servem de estímulo para o movimento reflexivo
na medula espinhal; modulam o resultado de movimento originado da atividade dos
geradores de padrão na medula espinhal; modulam os comandos que se originam
nos centros superiores do sistema nervoso. Contribuem para a percepção e controle
do movimento, por intermédio de trajetos ascendentes, de formas muito mais
complexas. O sistema de ação inclui áreas do sistema nervoso como o córtex, o
cerebelo e os gânglios basais. Assim, um sistema depende do outro para gerar o
movimento, que notadamente depende de outros complexos sistemas como o
endócrino, circulatório e o respiratório para existirem.
O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, é
responsável pela maioria das funções de controle do organismo. Em
geral, o sistema controla as atividades rápidas do organismo, tais
como contrações musculares, os fenômenos viscerais que se alteram
rapidamente, e até mesmo, os ritmos de secreção de algumas
glândulas endócrinas. O sistema endócrino, ao contrário, regula
principalmente as funções metabólicas do organismo. O sistema
nervoso é único na imensa complexidade das ações de controle que
pode realizar. Literalmente recebe milhares de bits de informação de
diferentes órgãos sensoriais e a seguir integra todas elas para
determinar a resposta a ser executada pelo organismo. […] Em última
análise, o papel mais importante do sistema nervoso á coordenação
das atividades corporais. Isto é conseguido pelo controle (a) da
contração dos músculos esqueléticos de todo o corpo, (b) contração
da musculatura lisa dos órgãos internos e (c) da secreção das
glândulas exócrinas e endócrinas em muitas partes do corpo. Tais
atividades recebem coletivamente a denominação de funções motoras
do sistema nervoso, e os músculos e glândulas são chamados de
efetores, porque realizam as funções determinadas pelos impulsos
nervosos. A porção do sistema nervoso diretamente envolvida na
transmissão de impulsos aos músculos e glândula é conhecida como
divisão motora do sistema nervoso. (GUYTON, 1986, p. 484).
Compreendida a conexão dos sistemas para a vida, o movimento como ação,
a mobilidade como uma constante, o gesto de cada um, e a gravidade como uma
força única, pode-se melhor entender o alcance da IE-Rolfing, ainda que o foco de
entrada seja a estrutura.
2.1.3 História
A cientista norte-americana Ida Pauline Rolf, PhD em Bioquímica, foi
pesquisadora no Instituto Rockefeller, hoje Universidade, em Nova York, até o final
da década de 20. Começou a trabalhar com manipulação de pessoas em 1940,
quando atendeu uma pianista que havia caído num buraco de uma calçada em Nova
York e machucado mão e braço, impossibilitando-a de tocar… O trabalho com Rolf
permitiu a ela que voltasse a tocar e a ensinar música novamente.
Thomas Morrison, um osteopata cego, tratou Rolf de um trauma por conta de
um coice de cavalo, que levara quando jovem, no Colorado. Acidente que a deixou
com sintomas semelhantes aos de pneumonia. Esse trabalho despertou o seu
interesse pela osteopatia. Mas ele foi aguçado antes, quando foi atendida num
hospital em Montana, com 40º de febre, por um osteopata, a pedido de um médico.
Com a manipulação, voltou a respirar. Por isso, foi procurar Morrison. E já nessa
época ficou interessada pela “teoria da osteopatia, segundo a qual a estrutura
determina a função” (Feitis, 1986, p. 19). Ao alterar o modo como os ossos do corpo
relacionam-se entre si, libera obstruções entre as articulações, aumentando o bemestar. O que dá para entender porque funciona com lesões por impacto traumático,
como foi o coice de cavalo que Rolf recebeu.
Rolf começou a desenvolver a IE-Rolfing, pelo seu “dom de entender os
princípios básicos – novos e antigos – e a capacidade única de levá-los a um passo
adiante” (FEITIS, 1986, p. 23). Ela investigava muitos trabalhos, como hatha ioga,
osteopatia, homeopatia. Era uma incansável pesquisadora. Tinha uma capacidade
ampla para relacionar conceitos, pensamentos, ensinamentos. Da osteopatia captou
que o corpo é plástico; da homeopatia, que o corpo se autorregula e encontra sua
própria cura; da ioga, que o corpo e a mente são partes de uma única coisa. Assim,
o desenvolvimento global do ser pelo corpo pode mudar na direção de encontrar sua
autorregulacao, sua cura. E Rolf observou que o princípio organizador dessa
mudança do corpo era a gravidade.
Sam Fulkerson, um devoto da semâtica geral, que conhecera pessoalmente
Alfred Korzybski, criador dessa teoria, incitou Rolf a ensinar o que fazia e estudava.
E assim começou a lecionar mais para osteopatas e quiropratas. Mas não estava
contente, porque esses profissionais começaram a usar o aprendizado como auxiliar
em suas atividades. A Integração Estrutural, como assim denominou, começou a ser
usada em pedacinhos por outros profissionais, também. Alguns, chegaram até a
alegar que seu trabalho não funcionava. A tendência era considerar o seu trabalho
como uma técnica e não como um ponto de vista. Rolf não pretendia curar sintomas,
e sim “criar seres humanos melhores”, escreve Feitis (1986, p. 26):
Os males curar-se-iam por si mesmos: os sintomas desapareceriam à
medida que os organismos se tornassem equilibrados. A cura de
sintomas desencadeia uma caçada interminável pelo corpo todo.
Ensinar o que sabia, o que pretendia, foi um caminho espinhoso. Ensinar do
zero não é fácil. Mas Fulkerson estava certo ao dizer que para a IE-Rolfing
sobreviver, Rolf tinha de ensiná-la. Juntando suas idéias e conhecimentos com a Lei
da Gravidade, a lógica do corpo, e o seu próprio entendimento do que é o equilíbrio,
chegou ao trabalho para a criação de equilíbrios, começando pela superfície do
corpo e gradualmente atingindo-o em maior profundidade. A seqüência das 10
sessões de trabalho idealizada, a Receita, que seguimos basicamente até hoje, foi
transmitida pela primeira vez, nos anos 50, para uma turma em Tunbridge Wells,
Inglaterra.
Nunca é fácil manter a integridade de um novo sistema de trabalho,
principalmente quando se trata de uma técnica manipulativa… IPR fez tudo o que
podia para proteger a sua criação intelectual… Ela queria evitar a mecanicidade de
métodos, que já existia na quiropraxia da época. Até solicitou documentos assinados
de seus alunos, observado que só ensinassem IE-Rolfing depois de a praticarem por
5 anos. (Feitis, p.28). Posteriormente, em 1973, o ensino veio a ser administrado
pelo Rolf Institute Fruto da organização de um grupo de praticantes, que já vinha
tentando se estruturar desde 1970.
Mas foi em Esalen, na década de 60, num verdadeiro laboratório de novas
idéias, técnicas e experiências, que Rolf atendia e começou a ensinar para um
público conectado e diferenciado. Foi quando surgiram as expressões “ser rolfado” e
“rolfing”.
Esalen se constituía de um grupo de edificações ao lado da Highway 1, uma
auto-estrada, em Big Sur, entre São Francisco e Los Angeles, na Costa da Pacífico,
nos EUA. Na década de 60 pretendia-se fazer um “ashram” para aprendizado de
técnicas orientais. Mas abriu-se a “caixa de pandora” para técnicas psico-ativas.
Abraham Maslow, Rollo May, Will Schutz entre outros pensadores passaram a dar
workshops por lá. Fritz Perls, pai da gestalt-terapia, também esteve por lá. Rolf,
inclusive. E foi quando e onde ela encontrou alunos diferentes, “descontentes com o
conjunto consagrado de valores culturais dominantes” (Feitis, 1986, p. 31). E foi
também nesse local com problemas até de logísticas, viviam-se até em Kombis, que
começaram as pesquisas científicas sobre a validade da IE-Rolfing e a gestação do
livro Rolfing: The Integration of Human Structures, lançado em 1977, com
participação de Feitis, textos, e John Lodge, nas ilustrações.
Em 1969, o projeto de pesquisa fervia. Ondas cerebrais, perfis psicológicos,
amostras de sangue e urina, eram todos testados antes, durante e depois das 10
horas de aplicação de Rolfing. A dra. Valerie Hunt do Laboratório de Movimento
Humano da UCLA media o potencial muscular de diferentes partes do corpo,
durante várias atividades. Depois de muito trabalho e dificuldades, nem
computadores tinham, chegou-se a conclusão de que a IE-Rolfing “aproxima um
sistema de sua normalidade e o torna mais eficiente no uso de sua energia” (Feitis,
1986, p 34).
Rolf trabalhou até muito idosa e faleceu em 1979. O Rolf Institute, fundado em
1971, com sede em Boulder, Colorado, é ainda hoje a entidade responsável pela
formação profissional de rolfistas no mundo todo. Inclusive no Brasil, por meio da
Associação Brasileira de Rolfing®
(ABR).
Na década de 70 começou-se falar de Rolfing no Brasil. José Angelo Gaiarsa,
pioneiro em abordagens corporais no Brasil, trouxe James (Jim) Hrisikos dos EUA
para fazer sessões por aqui. Pedro Prado foi um dos que a receberam. E em 1981,
Prado volta dos EUA, rolfista, pronto para atender no País.

Em 1988, no Brasil, em São Paulo, por também intervenção de Prado, é
fundada a Associação Brasileira de Rolfing® (ABR), que passa a organizar e dar
cursos no Brasil e a treinar professores. Todos são filiados ao Rolf Institute, e muitos
lecionam no mundo todo. Dez anos depois, em 1998, é criado o Núcleo de
Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing® (Naper), com o objetivo de maior
de pesquisar e atender à comunidade. Mais de mil pessoas já passaram pelo
processo neste núcleo, desde então. Até hoje, Prado, seu criador, supervisiona este
grupo de trabalho e pesquisa.
O Rolfing® Movimento, preconizado por Rolf, foi ampliado por praticantes e
pesquisadores rolfistas como Vivian Jaye, Jane Harrington e aprimorado
principalmente por Hubert Godard, com a contribuição de outros muitos expoentes
da escola o do legado de Rolf. O R®M contribui para potencializar o que se solta,
descomprime, com a liberação miofascial, aumentado a percepção do movimento,
sobretudo de como se fazia ou se faz um mesmo movimento, ou até mesmo
descobrir um novo.
Outras taxonomias são incorporadas ao trabalho, otimizando modos de se
fazer a leitura – que é observar em que lugar o cliente se encontra física, funcional e
emocionalmente, em cada sessão. Maitland apud Prado (2006, p.47) divide as
possibilidades de observação em física, funcional, energética e emocional. Prado
readapta o modelo, dividindo em física – estrutural e funcional; e psicobiológica –
emocional/psicológica, cultural/ambiental, existencial/espiritual e energética.
Hoje a formação engloba o estrutural e o funcional juntos. Textos, livros,
ensaios, pesquisas, e outros trabalhos já são incorporados na tradição oral, usada
por muitos anos, de se ensinar o legado de Rolf.
2. 2 PARALISIA CEREBRAL
2.2.1 Definição
Em 1978, Bobath se referia à paralisia cerebral como “uma seqüela de uma
agressão encefálica, que se caracteriza por um transtorno persistente, do tônus, da
postura e do movimento do portador”… afirmando que “é uma agressão não
progressiva, mas geralmente mutável, em referência às seqüelas”, destacando que
“a inteligência do portador é normal”, quando não há lesões nas áreas mentais
(Coletta, et al 2005).
Vários fatores podem provocar “distúrbios na criança, desde o
desenvolvimento das células cerebrais na fase embrionária, distúrbios patológicos,
como doenças renais, incompatibilidade do fator Rh da mãe e do filho, ou infecções
na infância.” FISHBEIN (1964, p. 559). Ele descreve também, como outros, a
duração do parto, a posição do bebê, o uso de fórceps, como fatores atenuantes e
comuns para desencadear o problema. Entre as causas pré-natais, a Rede Sarah de
Hospitais de Reabilitação acrescenta que, além das desordens genéticas, há as
infecções congênitas, apontando: citomegalia, toxoplasmose, rubéola e hipóxia fetal,
esta decorrente de complicações maternas, como no caso das hemorragias. A
exposição da mãe a substâncias tóxicas ou agentes teratogênicos tais como
radiação, álcool, cocaína e de determinados remédios também são fatores de risco .
As causas perinatais estão relacionadas principalmente com complicações durante o
parto, prematuridade e hiperbilirrubinemia. E os principais riscos pós-parto, são as
infecções do sistema nervoso central como meningites e encefalites, mais
traumatismo crânio-encefálico e hipóxia cerebral grave, como quase afogamento,
convulsões prolongadas e paradas cardíaca.
Mais comum em locais com poucos recursos para realização de partos, hoje,
um pré-natal eficiente, com tantas novas tecnologias disponíveis, e um parto em
hora certa poderiam evitar muitos transtornos e gastos, como o trabalho da AACD,
que em seu site afirma: “A Clínica de Paralisia Cerebral é a maior da Associação de
Assistência à Criança Deficiente (AACD) em número de pacientes e de
atendimentos (www.aacd.org.br). Além disso a maternidade responsável dos pais,
em especial da mãe, com a sua saúde e a do bebê, sem tirar a responsabilidade do
pai, e dos órgãos de saúde, podem contribuir para melhorar em muito esse quadro.
2.2.2. História
O médico William John Little foi o primeiro a pesquisar e escrever sobre
diplegia espástica, em 1860, denominada, nesta época, como doença de Little. A
história registra que Sigmund Freud é quem batizou o distúrbio como paralisa
cerebral, no ano de 1897, e acrescentou infantil ao nome.
Hoje, há reservas quanto a esta denominação, uma vez que as pessoas com
seqüelas motoras na vida adulta não têm transtornos mentais ou cerebrais. Assim,
alguns estudiosos têm denominado PC como Incapacidade Motora Cerebral (IMC).
Embora, nas abordagens científicas, continua a ler-se Paralisia Cerebral, como
denominação.
Para o Ministério da Saúde, no Manual de Legislação em Saúde da Pessoa
com Deficiência, de 2006 (p.51), a definição do quadro é a seguinte:
Paralisia cerebral – qualquer comprometimento de funções
neurológicas devido a lesões cerebrais congênitas anomalia do
durante o primeiro trimestre da gravidez) ou adquirida (ocasionadas
por um parto difícil ou por traumatismo acidental durante os primeiros
meses de vida).
Esse cuidado com a linguagem para se tratar portadores de deficiências,
inclusive de PC, mereceu um estudo de Sassaki, consultor de inclusão social. Para
ele a construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado
com a linguagem. Por ela, “se expressa, voluntariamente ou involuntariamente, o
respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiências”. Assim ele
listou em sua pesquisa 59 expressões incorretas, ressaltando que a paralisia
cerebral não é uma doença, mas uma condição. Entre as citações:
19. “ela teve paralisia cerebral” (referindo-se a uma pessoa no
presente) A paralisa cerebral permanece com a pessoa por toda a
vida. FRASE CORRETA: ela tem paralisia cerebral. (SASSAKI, 2008,
p. 3).
No entanto, o dito acima, nada muda a questão do estigma que os portadores
sofrem por seqüelas do transtorno. Talvez o nome devesse ter ficado doença de
Little, nome do médico que descobriu o transtorno, prática comum na medicina e
comunidade científica. É uma questão que resvala muitas vezes no emocional dos
portadores de PC e de outras deficiências, interferindo na imagem corporal.
Sobre imagem corporal, a psicanalista Françoise Dolto apud Motta (2003, p.
63) afirma que a integridade da imagem do corpo não está diretamente ligada a
alguma deficiência que a pessoa possa ter, mesmo que seja a falta de alguma parte
desse corpo. Desde que não tenha sido “neurotizada” pelos pais durante fases
aguda das moléstias, no caso poliomielite. Para Dolto a imagem corporal se constrói
dos repetidos cuidados que são dados ao bebê, à criança. Daí ela parte para uma
imagem funcional, a interação com o externo e depois chega à imagem erógena.
Motta, rolfista avançada, observa que a imagem corporal é um mecanismo
complexo por englobar funções que integram muitos elementos. Essa imagem
relaciona-se à identidade corporal do sujeito. “Essa identidade se apresenta como
um todo interconectado, que se desenvolve pela vida, pela história. A estrutura
humana também se constrói durante a vida do indivíduo. O Rolfing® toca essa
estrutura, chegando então à história, à identidade, mexendo assim na imagem do
corpo (Motta, 2003, p.4).
Essa ‘neurotização’, vinda dos pais ou cuidadores, pode vir dos extremos.
Excesso de cuidados, gerando autodependência, ou poucos cuidados, falta de amor,
atenção, educação e inclusão, gerando rejeição e baixa estima. O psicanalista
Winnicott sintetiza muito bem o papel dos pais, ou melhor da mãe, no
desenvolvimento da criança, quando se refere à importância da mãe “ser uma mãe
suficientemente boa” (Safra, 2005, p.149). É dela a função de dar o sentido de corpo
e integração, de self, ao tocar o bebê, ao interagir com ele. Ela, a mãe, é a sua
gravidade.
Desorganizações no sistema nervoso apresentam interferências no
emocional, no psicobiológico, no espiritual, no energético, no social, no cultural, na
vitalidade da pessoa, além de comprometimentos motores, físicos ou mentais,
analisados pela área da saúde.
2.2.3 Incidência
Sobre a incidência, no mesmo documento do Ministério da Saúde (2006,
p18), citado no item acima, aponta-se que por não ser patologia de notificação compulsória, a PC apresenta-se como sendo de “difícil avaliação em termos de
incidência, até mesmo nos países do primeiro mundo, como na Inglaterra e nos
Estados Unidos, onde a incidência, na década de 50, apontava para 1,5 casos por
mil nascidos vivos e entre 1,5 e 5,9 casos, respectivamente.”
Estudo realizado em dezembro de 1998, pela Divisão de Medicina de
Reabilitação do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo (Fmusp), em 800 pacientes matriculados, aponta a paralisia cerebral
como uma importante causa das deficiências em crianças avaliadas em 1998,
atingindo cerca de 16,4%.
Outra pesquisa, realizada na Sociedade Pestalozzi do Estado do Rio de
Janeiro, por intermédio de um estudo retrospectivo de 850 casos de portadores de
deficiência, num período de 10 anos (1981-1990), detectou que 654 casos (76,94%)
eram de portadores de deficiência mental, 106 casos (12,47%) de portadores de
deficiência motora (paralisia cerebral) e 90 casos (10,58%) de deficiência múltipla
(mental e motora).
A anóxia perinatal figura como a terceira causa de deficiência nesse grupo
estudado, com 29 casos ou 14,7%, destacando-se como o agente isolado mais
freqüente. Isso demonstra a importância de medidas preventivas eficientes para
evitar ou amenizar as lesões neurológicas ou físicas que podem ser evitadas,
sobretudo durante os períodos pré e perinatal. Vale ressaltar, no entanto, que vários
autores questionam a anóxia isolada como causadora de paralisia cerebral e que um
índice de Apgar baixo necessariamente não determina quadros de paralisia cerebral.
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006, p. 18).
2.2.4 Tipos
De acordo com Souza e Ferraretto (1998), a PC pode ser classificada por dois
critérios:
Pelo tipo de disfunção motora presente, ou seja, o quadro clínico
resultante, que inclui os tipos extrapiramidal ou discinético (atetóide,
coréico e distônico), atáxico, misto e espástico; e pela topografia dos
prejuízos, ou seja, localização do corpo afetado, que inclui tetraplegia
ou quadriplegia, monoplegia, paraplegia ou diplegia e hemiplegia. Na
PC,a forma espástica é a mais encontrada e freqüente em 88% dos
casos.
As características do tipo espástico, descrito por Teive et. al., (1998, p.1):
A espasticidade pode ser definida como o aumento,
velocidade dependente, do tônus muscular, com
exacerbação dos reflexos profundos, decorrente de
hiperexcitabilidade do reflexo do estiramento. A
espasticidade associa-se, dentro da síndrome do neurônio
motor superior, com a presença de fraqueza muscular,
hiperreflexia profunda e presença de reflexos cutâneomusculares patológicos, como o sinal de Babinski.”
Teive continua descrevendo que:
Dentre os vários mecanismos fisiopatológicos, originados
em vários pontos da via do reflexo do estiramento,
envolvendo os motoneurônios alfa, gama, interneurônios
da medula espinhal e vias aferentes e eferentes, sobressai
a teoria clássica do aumento do tônus, secundário à perda
das influências inibitórias descendentes (via retículoespinhal), como resultado de lesões comprometendo o
trato córtico-espinhal (piramidal, agora melhor definido
como vias mediadoras de influências supra-espinhais
sobre a medula espinhal). A perda da influência inibitória
descendente resultará em aumento da excitabilidade dos
neurônios fusimotores gama e dos moto-neurônios alfa.
Destacando:
Os principais neurotransmissores envolvidos no
mecanismo do tônus muscular são: ácido
gamaminobutírico (Gaba) e glicina (inibitórios) e glutamato
(excitatório), além da noradrenalina, serotonina e de
neuromoduladores como a adenosina e vários
neuropeptídeos.
2.2.5 Tratamentos
O tratamento requer equipes multidisciplinares, em especial na infância e
acompanhamento constante. Exercícios são fundamentais e próteses e cirurgias
ortopédicas podem ser necessárias.
Um portador de paralisia cerebral passa por vários traumas em sua vida,
iniciando-se no período neonatal, com várias afecções permanentes do sistema
nervoso central. O próprio parto, a necessidade de permanecer em incubadoras, não
poder mamar no peito da mãe, um recurso fundamental para a saúde e
desenvolvimento psicomotor da criança. Sendo “a espasticidade uma das seqüelas
mais constantes” (TEIVE et. al., 1988, p.2). Seqüela esta, que pode levar a cirurgias,
denominadas tenotomias, em especial de adutores e túnel de carpo. Há também
dores localizadas, questões respiratórias e digestivas – como refluxos. Além dos
problemas motores, denominados por muitas vezes de incapacidade, outros, se
somam. Juntos, alteram o seu esquema corporal, modificando a sua imagem
corporal e o seu comportamento emocional.
Assim, além do apoio da família, de substancial importância, são necessários
diversos recursos, entre saúde e educação e inclusão social – trabalho e
aposentadorias –, para atender essa criança e mantê-la como adulta em atividade
funcional e emocional com qualidade de vida. E muitos desses recursos são
permanentes, em especial manipulações corporais, como as manobras de
manipulação miofascial e movimentos funcionais, como o rolfing movimento e
exercícios moderados.
2.2.6 Estudos contemporâneos
Na PC espástica, segundo o site da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação,
a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários,
trato piramidal, e o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são tensos e
os reflexos tendinosos são exacerbados. Mas a grande maioria das crianças adquire
marcha independente antes dos 8 anos de idade. No entanto, tendem a desenvolver
deformidades articulares porque o músculo espástico não tem crescimento normal.
As deformidades mais freqüentes são flexão e rotação interna dos quadris, flexão
dos joelhos (em tesoura ou em X), equinismo e curvas escolióticas (www.sarah.br,
2011).
Referimo-nos novamente à titulação do toque, para manobras manipulativas,
lembrando as contra-indicações apontadas por Schleip e tal, (1999). Segundo
estudos, nos casos moderados o Rolfing® pode ajudar os portadores de PC; os
casos sérios tendem a piorar. Porém, alegam também, que informações científicas
recentes apontam que restrições do tecido conectivo têm importância maior do que
se pensava anteriormente em pacientes com paralisia cerebral. Nesse raciocínio, o
encurtamento de tecido no tríceps sural limita a capacidade de caminhar por causa
da limitação da mobilidade na dorsiflexão do pé, por exemplo, uma reação em
cadeia. Em nosso estudo, a relação do tecido conectivo pelas linhas e cadeias
musculares, como pés/pelve, cabeça/tronco apresentou liberação de articulação
local e do tecido em cadeia, pela teia da fáscia. A liberação miofascial pode liberar
tecidos restritos e pode refazer a teia dos músculos agonistas, antagonistas e
sinergistas, quando não há perda de neurônios.
Há também novos estudos como de Sommer (2007), relatando benefícios em
trabalhos de manipulação corporais em tecido profundo com crianças com PC,
através de uma metodologia denominada Advanced Biomechanical Rehabilitation
(ABR), Biomecânica Avançada de Reabilitação, desenvolvida por Leonid Blyum. Uma
manipulação do corpo que objetiva a reconstrução biomecânica do sistema músculoesquelético, seguindo o desenvolvimento motor normal. Pode ser, também,
ensinada aos pais, que aplicam os movimentos nas crianças com PC
(www.blyum.com).
Piret e Béziers (1992, p.12) observam que certos casos neurológicos, embora
fixados em hábitos motores anormais, captam com bastante facilidade a imagem do
gesto normal. Outros casos mostram maior dificuldade ou por apresentarem lesões
de centros ou vias de sensibilidade, ou distúrbios na concepção do gesto. O que
vem a reforçar uma vez mais a importância da percepção do movimento. Em nosso
estudo de caso, muitas vezes havia uma inibição do movimento. Mexer a articulação
do tornozelo em flexão e extensão, por exemplo, era difícil. Mas apenas pensar em
fazer o movimento era fácil e possível. E após algum tempo, essa percepção era
refletida no movimento biomecânico, o que liberava parcialmente o tecido do tríceps
sural. Mas, sobretudo, contribuía para o metabolismo, interferindo no sistema
nervoso, em especial neurônios gama e alfa e neurotrasmissores.
3. CASUÍSTICA E MÉTODOS
3.1. CASUÍSTICA
O sujeito da pesquisa, denominado A.S., é do sexo feminino, 52 anos, 62 kg,
1,62 m, adulta ativa, casada há 24 anos, tem um filho, de 22 anos, de parto normal.
E tem um neto de 3 meses. Foi diagnosticada com PC, com características
predominantes espástica, quando tinha 5 anos, pela Associação de Assistência à
Criança Deficiente (AACD). Conta que sua mãe teve uma forte hemorragia na hora
de seu parto, que aconteceu no quarto, sem a presença de médicos. A. S. nasceu
muito pequena, não mamou, chorava muito, não engatinhou e andava mal. Teve de
se submeter a várias cirurgias. Fez cirurgia no tendão do câlcaneo, direito e
esquerdo, aos 18 anos. Aos 21 anos, cortes nas invervações dos adutores,
tenotomia dos músculos adutores do quadril. Retirou a tireóide, em 1998. Se
submeteu à cirurgia no túnel do carpo, em 2006. E cirurgia de hérnia de hiato, em
2010. Ainda descreve ter bronquite e leve incontinência urinária.
Emocionalmente relata ter variações emocionais “pois carrega o peso de ser
portadora de paralisia cerebral”, como descreve. E aponta a “rejeição” como um
fardo. Acrescenta estar em estado depressivo o que atrapalha o sono e a
respiração. É técnica em química. Já trabalhou em laboratório e dirigia um
“fusquinha”. Nessa época, foi vítima de um seqüestro relâmpago, era solteira, e
parou de guiar. Hoje cuida da casa, sozinha, do marido com diagnóstico de
metástases cervicais, o que a deixa apreensiva, e dois cachorrinhos. Mudou-se
recentemente de um apartamento em São Paulo, para uma casa no interior do
Estado.
Foi convidada a receber as sessões de Integração Estrutural-Rolfing por ser
aluna num centro de atividade para a 3ª idade, cuja irmã e uma prima, com mais de
60 anos, também participam (daí a exceção para ser aceita no grupo com 52 anos).
O objetivo do convite era para verificar se com a IE-Rolfing melhoraria o seu
equilíbrio e a sua locomoção
Neste centro, há atividades físicas, recreativas, nutricionais, artesanais e
culturais. Foi participante por mais de 3 anos de dinâmicas de movimento de
ginástica funcional Método Menegatti (MM) e Rolfing Movimento (RM). São
atividades em que se observam a evolução de movimentos, habilidades e
sociabilidade. Esteve nesse grupo por cerca de 4 anos.
A.S., sujeita dessa pesquisa, vinha se esforçando em todas as suas
atividades motoras e sociais, neste grupo. Tentava fazer as seqüências de
movimento sugeridas. Vinha tendo maior percepção que todos os alunos da turma.
Sempre disciplinada com as “lições de casa”. A primeira a criar seqüências de
movimento sempre que solicitada. Relatava aplicar o aprendizado das atividades em
grupo em suas tarefas rotineiras.
3.2. MÉTODO
Usou-se a receita proposta por Rolf: 10 sessões estruturais, de liberação
miofascial, objetivando trabalhar nas lesões, titulando-se o toque – peso, ritmo e
direção – e 10 de Rolfing Movimento, atuando na inibição do movimento, exploração
da função tônica, duas vezes por semana, seguindo os princípios do método
Rolfing®. Mais 2 sessões estruturais e de movimento, de retorno, consideradas de
manutenção. O 1° em 2 meses. O 2º, em 4 meses. As sessões utilizaram as
técnicas de manipulação e de movimento isoladamente ou em conjunto.
Quanto à questão do vínculo, da relação terapêutica, foi reforçado o elemento
de acolhimento, de recebê-la no seu ritmo, em seu tempo, para se expressar física e
emocionalmente, ponderando os seus limites. As funções vegetativas da boca
(sucção, deglutição, respiração e mastigação), também foram exercitadas, usando o
método da fonoaudióloga Beatriz Padovan (www.padovan.pro.br, adaptado pela
rolfista Beatriz Pacheco (2009, p. 8-9). Contribuindo para a organização das
cervicais, cabeça, ATM e sistema nervoso.

Foram usados os questionários de entrevistas padrão do Núcleo de
Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing® (Naper)3. O questionário
WHOQOL, abreviado, versão em português – com perguntas sobre qualidade de
vida da pessoa com ela mesma e com o ambiente. Pesquisa e entrevistas livres –
não classificadas ou estruturadas, montadas pela autora da pesquisa –, feitas com
parentes, amigos e professores de movimento do núcleo de 3ª idade e com o sujeito
da pesquisa. E relatos de visitas ao local de suas atividades rotineiras como
trabalho, casa e atividades físicas e sociais, com depoimentos de parentes, amigos
e professores de movimento.
Também foram analisados fotos e vídeos, de antes e depois de algumas
sessões, em especial, antes da 1ª, entre a 4ª e 5ª, quando trabalha-se na linha
medial – que permite os movimentos de adução e abdução, foca-se mais
especificamente no espaço visceral e sistema estomatognático. Também entre a 6ª
e 7ª, quando se trabalha mais a linha posterior e a cabeça, com sessões intraoral,
com foco nas cervicais em especial C1, C2 e C3. Quando se está mais próximo da
funcionalidade dos sentidos, do fuso do olhar e das articulações da mandíbula. Os
sentidos orientam a cabeça, que organiza a postura e a linha que a IE-Estrutural
Rolfing quer fazer aparecer.
CAPÍTULO 4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. RESULTADOS
Surgiram neste estudo de caso, mudanças estruturais, funcionais e
psicobiológicas, reveladas pelas fotos, escalas, relatos da cliente e de outras
pessoas que convivem ou conviveram com o sujeito da pesquisa.
Verificou-se como essa mudança de movimento e equilíbrio representaram
mudanças na integração estrutural, refletindo na linha, no eixo, em busca da
verticalidade.

3 O Núcleo de Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing® (Naper), foi criado em 1988,
com o objetivo maior de pesquisa, e para atender à comunidade. Mais de mil pessoas já
passaram pelo processo neste núcleo. Dezenas de rolfistas graduados também já atuaram
neste grupo, sob supervisão de Pedro Prado.
No estrutural, essa verticalidade, organizou blocos, como o encaixe da pelve,
com sua melhor horizontalização, refletindo nos ombros, e cabeça. Organizando as
linhas do corpo, anterior, posterior, laterais direita e esquerda e medial. Com maior
suporte nos pés, fáscia plantar, arcos e artelhos responsivos, ganhou suporte para a
organização da coluna e cabeça, o desenrolar das linhas.
Antes, baseado em relatório do Naper, sua estrutura apresentava pouco
suporte baixo. Pés chatos, artelhos em garra, no esquerdo mais, mas maior apoio
nele. Pernas/joelhos/coxas, em X, adutores encurtados, esquerdos mais, coxa
direita, mais à frente da linha horizontal, plano frontal. Na maca, joelho direito
mantinha-se afastado 3,5 cm e esquerdo, 1 cm. Cabeça (lordose em excesso em
relação ao restante da coluna (a base), à frente do tronco/tórax), orientação
espacial, para o chão. Olhos vigilantes e usava a cabeça (atlanta-occipital) para
responder sim ou não. Tronco rígido, anterior e posterior (espaço visceral contido e
coluna retificada nas lombares e torácicas. Curva escoliótica à direita – inclinação à
esquerda e rotações vertebrais à direita nas torácicas e vice-versa nas lombares.
Sentava atrás dos ísquios. Tinha dores nas lombares e, às vezes, nas torácicas
altas. Também relatava dores no ombro e pé direito.
Seus parentes, amigos e colegas de atividades físicas, e professores e
coordenadores dessas atividades sociais, numa escala de 5 a 10 (ruim, satisfatório,
bom, melhor, bem melhor, ótimo), apontaram:
 50% que sua caminhada antes era ruim. Depois do processo 30% achou
bom e 20%, melhor.
 Quanto ao equilíbrio, antes 50% considerava ruim, depois 40%, melhor e
20%, bem melhor.
Houve melhora na intensidade de dores referidas – lombar: antes, 9; depois 6.
Ombro direito, antes 8; depois 6. Pé direito, antes 9; depois 6.
Constatou-se no funcional mudanças de hábitos posturais e repadronização
de movimentos preliminares ou fundamentais – como andar, sentar, levantar,
principalmente do chão, solo, subir e descer escadas, agachar. Joelhos em melhor
extensão. Melhora de habilidades – como vestir-se, carregar objetos. Mudanças no
ritmo e na velocidade da marcha. Mais segurança na coordenação para os
movimentos. Busca por mais contralateralidade. Apoio menor na perna direita para
se locomover e uso menor do braço direito (também, como uma bengala), e giro
menor da perna esquerda. Andar ao redor da pelve, num cilindro, cinturas pélvicas e
escapular acompanham, em mais harmonia. Puxa menos cotovelo direito para trás.
Ritmo rápido e move um pouco o lado esquerdo. Ganhou mais percepção visual
periférica e entendeu a necessidade de expirar mais, orientar-se para o espaço e
responder com a voz e não com a cabeça.
Antes, apoiava na perna direita e usava o braço direito, também, como uma
bengala, e girava a perna esquerda. Andava ao redor da pelve (G), num cilindro,
cinturas pélvicas e escapular acompanhavam. Puxava cotovelo direito para trás.
Ritmo de caminhada lento e movia mais lado direito (homolateral). Sua percepção
visual era mais focal; auditiva, mais externa. Mantinha-se mais na inspiração,
respiração paradoxal. Orientação: chão.
No psicobiológico, esses ganhos, interferiram no bem-estar e qualidade de
vida de A.S., influenciando na sua depressão, auto-estima e capacidade de
comunicação, na relação com os outros. Apresentou ainda modificação na voz e no
olhar. A.S. relatou que “o toque lhe fazia muito bem”. Ser tocada teve um significado
importante no processo. Descreveu, ainda, no Relatório do Cliente-Naper que seu
objetivo antes do processo era alcançar “liberdade de movimento e segurança”.
Antes, tinha uma imagem corporal global e atenção a partes do corpo que
considerava “danificadas”. Sua auto-estima era mais negativa. Também considerase muito limitada nos movimentos e muito dependente das pessoas em certas
ocasiões, como tomar banho (tinha medo de escorregar no box e da “escuridão” do
banheiro e aflição para lavar a cabeça), dificuldade para vestir calças, amarrar
cadarços de tênis, subir e descer escadas, degraus, sentar, deitar e levantar do chão
e superfícies mais baixas que o padrão.
Considera-se mais independente das pessoas em certas ocasiões, como
tomar banho (menos aflição para lavar a cabeça), menor dificuldade para vestir
calças, amarrar cadarços de tênis, subir e descer escadas, degraus, sentar, deitar e
levantar do chão e superfícies mais baixas que o padrão.
Seus parentes, amigos e colegas de atividades físicas, e professores e
coordenadores dessas atividades sociais, numa escala de 5 a 10 (ruim, satisfatório,
bom, melhor, bem melhor, ótimo), apontaram:
 Auto-imagem, para 40% era ruim, depois para 40%, melhor e 20%, ótima.
 Referente ao emocional, antes, 50% considerava ruim; depois, 30%, melhor
e 30%, ótimo.
 Quanto ao relacionamento com colegas, antes 40% apontavam como ruim;
depois 50%, ótimo.
Respostas mais significativas do Qualidade de vida (WHOQOL), respondidas
por A.S.:
 3. Em que medida você acha que sua dor (física) impede você de fazer o que
você precisa?
Antes, 5 (extremamente); depois 4 (bastante).
 4. Em que medida você acha que a sua vida tem sentido?
Antes, 3 (mais ou menos); depois, 4 (bastante).
 11. Você é capaz de aceitar sua aparência física?
Antes, 5 (completamente); depois, 3 (médio).
 26. Com que freqüência você tem sentimentos negativos, tais como mau
humor, desespero, ansiedade, depressão?
Antes, 4 (muito freqüentemente); depois, 2 (algumas vezes).
A.S. escreve sobre o processo: “me devolveu auto-estima, melhor
condicionamento físico, mais agilidade, flexibilidade e equilíbrio. Minha postura
melhorou em 100% e eu voltei a encarar o espelho”. (O que talvez explique a
resposta à pergunta 11, acima descrita). Quando indagada se aceitava a sua
aparência física, antes do processo respondeu completamente. Mas depois, nem
tanto: médio, caiu de 5 para 3. No entanto, quando indagada como falaria sobre a
IE-Rolfing para outra pessoa, escreve: “Que não existe remédio melhor para aliviar
as dores do corpo e da alma”. Emocionalmente, diz que antes se sentia mal, agora
ótima. “Agora vejo que o ‘lado ruim’ da vida, também tem seu ‘lado bom’”.(Relatório
do Cliente Naper, 2011).
Nas observações do aspecto energético notou-se ativação do sistema
simpático e também parassimpático. Hipertonia cedendo às manobras e se
mantendo em especial quando o emocional não interfere. Chacras pélvico,
diafragmático, garganta e topo da cabeça menos densos, mais relaxados.
Antes, havia mais ativação do sistema simpático. Apresentava mais
hipertonia. Chacras mais densos pélvico, diafragmático, garganta e topo da cabeça.
4.1.1 Imagens de resultados
Leia-se descrição (mais imagens em fotos, anexas em CD). Por elas pode-se
acompanhar a organização da linha vertical que o Rolfing propõe. Observar as
linhas horizontais, cinturas pélvica e escapular, pescoço e cabeça, tronco.
Anterior (antes da 1ª sessão e após, 4ª, 5ª, 7ª e 11ª)
1 4 5 7 11
Posterior (antes da 1ª sessão e após, 4ª, 5ª, 7ª e 11ª)
1 1 4 5 7 11
46
Lateral direita (antes da 1ª sessão e após, 4ª, 5ª, 7ª e 11ª)
1 4 5 7 11
Lateral esquerda (antes da 1ª sessão e após, 4ª, 5ª, 7ª e 11ª)
1 4 5 7 11
4.1.2 Análise qualitativa dos resultados, trazidas pelo sujeito da pesquisa, A.S.
A.S. descreveu sensações – alterações no sistema nervoso – como:
momentos de sensação de calor, de “coisas” correndo pelo corpo e abrindo espaço.
Também relatou dores, quando nos encurtamentos mais característicos da PC,
como nos músculos adutores da coxa, tendão do calcâneo, tríceps sural, e fáscia
plantar: “parece uma faquinha cortando fininho”. Cansava muito nos movimentos
com a função tônica. Já na primeira sessão, sentiu que expirava mais. Achou graça
em sentir pernas e braços crescendo, se soltando de algum lugar. Ao trabalhar pernas e pés ganhou muito suporte. Artelhos chegaram ao chão. Passou a sentir os
ísquios e a tentar sentar melhor posicionada sobre eles ou à frente deles. Passou a
focar menos o chão. Diminuiu a necessidade do apoio do braço direito para andar e,
para as fotos estáticas, nem precisava mais do apoio. Joelhos cederam, na maca
mais de 1 cm, e ganhou mais mobilidade na virilha (psoas, adutores). Passou a usar
menos o movimento da cabeça para falar sim e não e bem mais a voz. Ficou mais
vaidosa. Começou a vir mais arrumada. Falou muito do sentimento de rejeição dela
e do marido por aceitá-la como é. Acha que foi mais forte quando soube que o
marido tinha de novo nódulos cancerígenos. Percebeu que aceitou melhor as
imaturidades do filho, bem como o primeiro casamento dele, quando trouxe a nora
para morar em sua casa. Depois, as muitas mudanças, quando até da separação
deles. Quando se refazia, o filho, se muda para outro Estado, e casa-se novamente.
Mas por fim A.S. recebe uma alegria: um neto. Ser avó, descreve ela, foi uma
grande realização “para uma enjeitada”. Cresceu sua estabilidade de movimento nas
atividades na 3ª idade e a sua popularidade entre os colegas. Na visita à sua casa,
constatou-se que sabe receber muito bem. Fez um “chá da tarde” para cerca de 15
convidados. Movimentando-se com rapidez e segurança pelo apartamento, servindo
convidados, fazendo quitutes. Mostrou-se uma boa anfitriã. E foi uma oportunidade
para ouvir dos convidados, parentes e amigos, sobre os efeitos do IE-Rolfing em seu
movimento e no comportamento emocional. Demonstrava como a IE-Rolfing é um
processo que transforma e muda relações.
Nos últimos retornos, apresentava acumulo de tônus na região dos adutores,
reclamou de câimbras à noite na “barriga” da perna. Mas alegou que é era efeito do
remédio “cloridrato de sertralina, que o médico receitou, para se acalmar” – mais
uma vez o marido vai ter de fazer outra cirurgia, outro nódulo cancerígeno nas
cervicais. E ela acha que depois disso ficou mais rígida. Mas também confessou
estar indisciplinada. Não tem feito manutenção de IE-Rolfing, mudou de São Paulo.
Confessou não estar fazendo nem exercícios em casa, e nem atividades físicas em
outro local, porque ainda não se achou na nova cidade.
4.2. DISCUSSÃO
Pesquisar as contribuições da IE-Rolfing para portador de PC, adulto e
funcional, emergiu do conhecimento de que existe inibição de movimento para quem
tem o sistema nervoso funcionando dentro dos padrões mínimos de organização
previstos pelos estudos de motricidade.
E é por este sistema que se organiza qualquer movimento. E movimento é
pensamento, ação, atitude, mobilidade constante.
A constatação de que essa inibição de movimento pode ser ainda mais
atenuante para aqueles que, por problemas genéticos, traumas, acidentes,
patologias, lesões, têm padrões de movimento diferentes dos definidos por esses
conceitos de motricidade, ou preconizados por padrões de controle motor, foi um
componente a mais para justificar a investigação.
E, sobretudo, porque a IE-Rolfing não pretende consertar, curar, mas sim
integrar o corpo com a pessoa, a pessoa no tempo e no espaço, no ambiente, na
sociedade. Rolf (1999, p. 23) aponta o tecido conjuntivo, a fáscia, como conexão e
relação, a estrutura como relação, do corpo e do movimento. Seu método não
pretende corrigir movimentos, mas integrá-los.
Conceitos de estudiosos contemporâneos, que trabalham com reabilitação,
ajudaram a corroborar esse pensamento de que a IE-Rolfing poderia trazer alguma
contribuição ao sujeito desta pesquisa. Conceitos estes que validam os
pensamentos de Rolf.
Piret e Béziers (1992, p. 9), que trabalha também com pacientes em
reabilitação neurológica, observa que não se pode considerar a motricidade como
uma estrutura isolada, “sem perceber que ela está constantemente unida a uma vida
psíquica, afetiva e de relação”. Ou seja tudo importa. Tem de se olhar a pessoa
holisticamente. Um dos princípios da IE-Rolfing.
Além da genética, cultura e educação que vão influenciar na construção e no
desenvolvimento de um corpo, um ser, acrescenta também Feldenkrais (1992, p.19),
o que remete ao holismo e ao “círculo do ser”, conceitos já mencionados
anteriormente na introdução. Feldenkrais, renomado físico, também estudou o
desenvolvimento do movimento em deficientes físicos e trabalhou com reabilitação.
Seus movimentos propostos são lentos, sem força, feitos para sentir, perceber,
diferenciar.
Fonseca (1977 p. 16), que segue a linha da psicomotricidade, também
analisa os limites desse pensamento de movimento “normal”, por uma visão
anatômica ou mecanicista, quando se estuda só ossos, músculos, articulações, e
não se aborda o significado do movimento como relação consciente e inteligível
entre a ação do indivíduo e a situação circunstancial. Para ele, não se pode prenderse a métodos empíricos ou correcionistas e padronizados, mas caminhar para uma
ciência susceptível de inovação e permeabilidade experimental. Ou seja, valorizar o
potencial da pessoa em vários sentidos de formas diversas.
Uma melhor percepção do aspecto tridimensional da anatomia
musculoesquelétca e uma avaliação dos padrões de compensação e distribuição de
forças do corpo como um todo, pode ajudar a compreender os objetivos dos
esquemas dos trilhos anatômicos, propostos pelo rolfista Myers (2001, p.1). Em
termos clínicos, colabora para entender como problemas dolorosos em um corpo,
podem estar ligados a distantes áreas do ponto da dor. Myers nos dá uma visão
dessas linhas, por meio de meridianos, apresentando caminhos na anatomia.
Keleman (1985, p. 16), com sua visão emocional da anatomia, quiroprático e
bionergético, observa que os seres humanos se organizam ao redor de uma série de
espaços, que permitem a passagem de líquidos. Assim, o homem é um organismo
em autoconstrução. Constitui-se em uma série de espaços organizados que
desenvolvem uma estrutura que permite a circulação de nutrientes e substâncias.
Seu pensamento nos remete ao aspecto visceral, ao sistema endócrino. Ao
conteúdo visceral e emocional que a IE-Rolfing também pode interferir.
Para Rolf, corpos se desorganizam até na estática, que dirá no movimento.
Ela descreve que em posição ortogonal, cinco pontos horizontais do corpo levam à
verticalidade, já descritos na revisão da literatura, num impulso referencial para cima,
num alinhamento basicamente estrutural, conhecidos de várias escolas. Referindo a
corpos sem lesões ou inibições no controle motor. Concluindo que: “Um corpo
construído assim está num alinhamento estático. As pessoas de corpo
desorganizado não conseguem sequer apresentar esse padrão estático” (ROLF,
1999, p. 211).
Esse alinhamento vertical é também descrito por Shumway-Cook e Woollacott
apud Basmajian e De Luca, 1985 (2003, p. 157), como uma linha média entre o
processo mastóide, frente das articulações dos ombros, frente ou atrás das
articulações do quadril, centro das articulações dos joelhos, e frente das articulações
dos tornozelos.
Se muitas vezes são pessoas sem deficiências neuromotoras que não estão
nesse alinhamento, poderia se pensar que a IE-Rolfing algum benefício poderia
trazer a pessoas ativas com algumas seqüelas de PC.
A paralisia cerebral é “uma seqüela de uma agressão encefálica, que se
caracteriza por um transtorno persistente, do tônus, da postura e do movimento do
portador”, escreve Bobath (1978), apud Coletta (2005), afirmando que “é uma
agressão não progressiva, mas geralmente mutável, em referência às seqüelas”,
destacando que “a inteligência do portador é normal”, quando não há lesões nas
áreas mentais.
Essa definição ajuda a compreender o potencial de ação do movimento, em
especial neste estudo de caso. O rolfista Hubert Godard, especialista em Rolfing®
Movimento, que vem da dança, atua com experiências somáticas e reabilitação,
descreve sobre isso e usa esse potencial quando quer atingir o padrão deste
movimento, que só pode mudar pela percepção de quem o faz. Assim, o movimento
necessita de um objetivo para acontecer. Por isso mesmo, ele pode ser frágil.
Porque, sobretudo, não depende de um único fator para acontecer. É um conjunto de sentimentos, experiências e objetivos, além do metabolismo, da estrutura e dos
sistemas que o levam a existir.
Essa fragilidade também é descrita por Piret e Béziers (1990, p. 13), quando
se referem a estudos sobre gestos, de como cada um faz um movimento, que é uma
criação, e levam a psicomotricidade. Ambas observam quando falam sobre
coordenação motora, considerando problemas neurológicos, biomecânicos,
psicobiológicos, os quais estudaram que:
Por à sua complexidade, o mecanismo de organização da
motricidade é frágil. Por várias razões – mecânicas, neurológicas,
metabólicas, psicológicas –, o homem pode perder essa organização
de forma mais ou menos importante. Passa então, como veremos, ao
subnormal, às vezes, ao anormal.
A natureza do movimento também é destacada por Shumway-Cook e
Woollacott (2003, p. 2), que emerge da interação de três fatores: o indivíduo, a tarefa
e o ambiente. A habilidade dessa pessoa em executar as demandas da tarefa, por
meio de uma interação com o ambiente, determina sua capacidade funcional.
Capacidade funcional é única para cada um, dentro de um contexto, que pode ser
mudada.
O controle motor pode ser definido como a capacidade de regular os
mecanismos essenciais para o movimento, resume Shumway-Cook e Woollaacott
(2003, p. 23). E acrescentam que o controle postural envolve tanto a capacidade de
se recuperar da instabilidade, como a habilidade de antecipar e mover-se de formas
que contribuam para evitar a instabilidade.
Observando a plasticidade neural, Gallahue e Ozmun (2002, p. 442),
pesquisando descontroles motor do SNC, apontam que neurônios morrem, mas há
evidências de que os neurônios vivos desenvolvem ramificações dendríticas
compensatórias para ajudar a manter as conexões.
Gaiarsa (1972, p.9) ao apresentar a 7ª ed. brasileira de Consciência pelo
Movimento, de Moshe Feldenkrais, nos faz refletir sobre as possibilidades de
movimento de um corpo, que é uma pessoa.
No Ocidente o movimento humano sucumbiu ao poderoso tabu que
pesa sobre o corpo humano, sobre a carne… Se o corpo não é bom,
seu movimento não pode ser bom. E toda a psicologia ocidental
evoluiu durante dois séculos quase sem falar nesta coisa simples: o
personagem humano se move – e seu movimento é uma linguagem
completa e complexa, a seu modo tão elaborada quanto a linguagem
verbal, duas linguagens que não podem ser postas em confronto
muito menos em competição.
Um portador de paralisia cerebral, como A.S., passa por vários traumas, em
sua vida, que podem começar antes do parto. Que, somados às seqüelas, alteram o
esquema corporal, interferindo na imagem corporal e no comportamento emocional
desse indivíduo.
Piret e Béziers (1992, p.12) observam que certos casos neurológicos, embora
fixados em hábitos motores anormais, captam com bastante facilidade a imagem do
gesto normal. Outros casos mostram maior dificuldade ou por apresentarem lesões
de centros ou vias de sensibilidade, ou distúrbios na concepção do gesto. O que
vem a reforçar uma vez mais a importância da percepção do movimento. Em nosso
estudo de caso, muitas vezes havia uma inibição do movimento, e mesmo após
liberar os tecidos envolvidos, mexer a articulação do tornozelo em flexão e extensão,
por exemplo, era difícil. Mas apenas pensar em fazer o movimento era fácil e
possível. E após algum tempo, essa percepção era refletida no movimento
biomecânico, o que liberava o tecido do tríceps sural, antigravitacional. Ao voltar à
posição ereta, era perceptível a A.S. o apoio do pé no chão, dos artelhos, e a
facilidade para caminhar, a maior segurança para subir e descer degraus.
Desde modo, como A.S., sujeito deste caso, se vê, na sua casa, no seu
quarto, entre a sua família, na sociedade – escola, trabalho – também pode
influenciar no seu movimento. A inibição de um movimento pode vir do fato de nunca
ter tentado fazê-lo. Por medo, seu, ou de alguém de sua família, ou por se tachado
de “incapaz”. Via de regra, essas pessoas são muito cuidadas, algumas até
mimadas, pelo excesso de zelo, fazendo-as ser mais dependentes do que
necessitam. E dependendo do tipo de seqüela são mais ou menos independentes.
Sabe-se que a Integração Estrutural–Rolfing® ao manipular o tecido
conjuntivo, também chamado conectivo pode levar a uma organização do tônus, que
junto com o Rolfing® Movimento, e a reeducação deste, possibilita a melhora das
funções do organismo. Também há comprovações de memória de traumas nestes
tecidos, que estimulados pela IE-Rolfing® podem ter outros pulsos ou ritmos. Na 4ª
sessão funcional, por exemplo, quando já havíamos liberados os tecidos dos
adutores, linha média, na sessão anterior, começando a abrir o espaço visceral,
essa possibilidade aconteceu. Ela falou muito de seu sentimento de rejeição e
trabalhou-se muito com movimentos sutis e percepção. Pés apoiados na parede,
pernas em 45º, imaginado pés atravessando a parede e pequenos movimentos
pélvicos, rolamentos do sacro, escorregamentos dos ísquios para a parede, espaços
nas virilhas (psoas). Sentiu diferenças na posição, sentada, mais presença da pelve,
e na posição ereta, pernas “pareciam querer correr”. Movimentos mais rápidos e
funcionais ao caminhar.
“A hipertonicidade do músculo manifesta espasticidade e rigidez”, descreve
Cook e Woollaccott (2003, p 124). Enquanto a “hipotonicidade, flacidez”. Para os
autores a presença de anormalidades do tônus muscular, em pacientes com
patologia do SNC, é bem conhecida. Mas as contribuições exatas da anormalidade
do tônus muscular para os déficits funcionais ainda não muito.
Buscamos portadores de PC classificada como espástica, a mais comum,
quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos
voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são
tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Daí a dificuldade de aberturas nas
articulações da coxofemoral, do tornozelo, da escapuloumeral, do punho.
Dificuldades nas linhas medial e lateral. Adução e abdução, torções, o alcance.
Baseados na amplitude do toque estrutural do método, sua titulação, e a
possibilidade da Lógica Funcional da Receita (Caspari, 2004), o Rolfing Movimento
preconizados por Ida Rolf, Vivian Jaye, Jane Harrington e aprimorado por Hubert
Godard, baseado na função tônica, buscamos trabalhar na tonicidade desse tecido.
Exatamente na rigidez, enquanto manipulação, e na educação do movimento pela
percepção, imagem corporal.
O modelo da função tônica enfoca a resposta da gravidade no corpo humano
como um princípio unificador para o que se tem chamado de movimento
intrínseco[…] Nós baseamos esta melhora na função em certos princípios
para os quais não existe um consenso, mas geralmente inclui o que se segue:
mínima rigidez no corpo, eficiência nos movimentos e força adequada,
locomoção sutil (isto é, quando é difícil perceber que os músculos estão
fazendo no movimento), movimento funcional contralateral na marcha, uma
livre e completa respiração. (FRANK, 2004, p.2).
Por esta pesquisa, constatou-se que a Integração Estrutural-Rolfing® pode
contribuir, sim, para o movimento e na qualidade de vida de portadores de Paralisia
Cerebral adulto funcional, com características espástica, no sentido de melhorar o
equilíbrio postural e a locomoção, interferindo na melhor distribuição do tônus,
possibilitando uma nova percepção do movimento. Com isso, oportunizar mudanças
de hábitos posturais e repadronizando movimentos preliminares, como andar,
sentar, levantar, principalmente do chão, subir e descer escadas, e melhorando
habilidades, como vestir-se, carregar objetos, ritmo e velocidade da marcha e
segurança. E verificou-se como essa mudança de movimento e equilíbrio da linha,
do eixo, interferiu no bem-estar e qualidade de vida de AS, melhorando sua
depressão, aumentando sua auto-estima e capacidade de comunicação, de relação
com os outros. Apresentou ainda modificação na voz e no olhar. Feldenkrais (1972,
p.55/56) aponta que o padrão muscular da posição vertical, a expressão facial, a
voz, refletem o trabalho do sistema nervoso. Mudanças externas vão aparecer
quando se altera este sistema.
A espasticidade pode ser definida como o aumento, velocidade dependente,
do tônus muscular, com exacerbação dos reflexos profundos, decorrente de
hiperexcitabilidade do reflexo do estiramento. Dentre os vários mecanismos
fisiopatológicos, originados em vários pontos da via do reflexo do estiramento,
envolvendo os motoneurônios alfa, gama, interneurônios da medula espinhal e vias
aferentes e eferentes, sobressai a teoria clássica do aumento do tônus, secundário à
perda das influências inibitórias descendentes (via retículo-espinhal), como resultado
de lesões comprometendo o trato córtico-espinhal. A perda da influência inibitória
descendente resultará em aumento da excitabilidade dos neurônios fusimotores
gama e dos moto-neurônios alfa.
Uma das propostas da IE –Rolfing é intervir nesta qualidade de tônus, nesta
plasticidade do tecido conjuntivo, a fáscia, dotada de colágeno e elastina, nessa viscolasticidade que ela tem e que permeia os tecidos, músculos, tendões,
ligamentos aponeuroses, bursas. A função tônica, também, é estabilizadora do
movimento. Para a postura, usa-se a musculatura intrínseca (tônica, local), e
extrínseca (fásica, global), ativadas pela gravidade. Usa-se neurônimos alfa
(comando voluntário) e gama (involuntário). É possível acionar a musculatura tônica
pela percepção, pelos sentidos, pelo pré-movimento (APA). A musculatura tônica
consome oxigênio, é estabilizadora do movimento. A musculatura fásica consome
açúcar, atua em movimentos de curta duração e muito esforço.
A IE-Rolfing ao atingir aspectos fisiológicos do organismo, modifica
hormônios, metabolismo, interfere nos sistemas simpático e parassimpático. Para o
rolfista avançado Zorn (2006) não existe só estresse ruim. Ele denomina de
“eustress” (estresse saudável) e “distress” (estresse nocivo). Fala também dos
“hormônios do estresse”: a adrenalina e o cortisol. Explicando que quem fosse
incapaz de produzir adrenalina não teria condições de enfrentar, lutar ou fugir de
uma situação. E se alguém fosse incapaz de produzir cortisol, estaria correndo grave
perigo de vida nas situações estressantes.
Teive et al (1998, p.2) destaca:
Os principais neurotransmissores envolvidos no mecanismo do
tônus muscular são: ácido gamaminobutírico (Gaba) e glicina
(inibitórios) e glutamato (excitatório), além da noradrenalina,
serotonina e de neuromoduladores como a adenosina e vários neuropeptídeos.
Feldenkrais (1972, p.55) relata a importância tanto da precisão quanto da
intensidade da coordenação mecânica, temporal e espacial em cada movimento ao
observar atividade muscular. Relaxamento permanente dos músculos produz
movimentos lentos e trêmulos. Tensão permanente produz ações de modo angular e
espasmódicas. Ambos traduzem estados da mente e estão ligados ao motivo das
ações. Acrescenta que em doentes mentais e pessoas nervosas, que possuem autoimagem instável, é possível discernir distúrbios no tônus muscular, de acordo com a
deficiência.
Essa harmonização do sistema simpático e parassimpático e o alcance da
organização do tecido conjuntivo na fisiologia do organismo, no metabolismo, aparecem descritos nos relatórios, quando A.S, fala de relaxamento, de sono, de
leveza e expansão no corpo. Apresenta bocejos, olhos a lacrimejar, mudança na cor
da pele, da expressão facial e da voz. Há uma interferência na tonicidade, na
espasticidade do tecido. E esse resultado interfere em seu emocional.
A organização da percepção e coordenação do movimento envolve os
músculos profundos, os estabilizadores do movimento, que evocam a inteligência
corporal. Essa qualidade segundo Godard e Caspari depende do pré-movimento,
que depende da percepção, da capacidade de projetar vetores imaginários no
espaço, como duas direções, peso, distâncias. Isso permite fluir o movimento, atento
à sua coordenação antes da forma, repetir a experiência para a coordenação ser
capaz de ser mantida com mudanças de contexto, para que o aprendizado vivido
possa ser mantido. Mas Caspari alerta que ensinar a se movimentar não é corrigir,
consertar ou mudar o cliente, mas de ampliar a possibilidade de pessoa estar no
mundo. Rolf destaca bem quando diz que o método busca a possibilidade para a
graça do movimento do ser.
A estrutura física de uma pessoa e a sua habilidade de movimento são pontos
importantes para a sua auto-imagem. Se há limitações motoras, a habilidade de
movimento requer que se pense e se prepare para ação, mais apuradamente, já que
essas pessoas não podem contar com suas próprias reações espontâneas, por
conta de suas limitações, infere Feldenkrais (1972, p. 54). Por isso, ao se trabalhar
com vetores imaginários, citados acima, com a possibilidade do movimento em
pensamento, surtiu bom efeito neste estudo de caso, ao se estimular e organizar o
sistema nervoso.
Melhorar a funcionalidade do movimento ou tentar fazê-lo, organizar como
fazê-lo, melhora a auto-imagem. E ao interferir na auto-imagem, estamos atuando
no metabolismo e fisiologia do organismo e na vitalidade do ser humano.
Feldenkrais (1972, p. 36/37) escreve que se o homem deseja melhorar sua
auto-imagem, deve antes aprender a valorizar-se na sociedade, mesmo que seus
defeitos lhe parecem maiores que suas qualidades. Para ele, aqueles que são bemsucedidos em olhar para si mesmos com humanidade, para conseguir auto-respeito
alcançam “alturas” que a saúde normal não conseguiria. Mas os que se acham

inferiores, por conta de suas limitações, e as superam por pura força de vontade,
tendem a se transformar em adultos difíceis e amargurados, a culpar os outros.
Ao se emergir num processo como a IE-Rolfing a pessoa se propõe a se
autoconhecer. E essa descoberta pode levá-la a se ver e a encarar suas relações e
o mundo de outra forma, sem esquecer todo o seu aprendizado. Somos energia e
precisamos dessa força vital para pulsar. E acreditamos que foi essa imersão que
levou A.S. a perceber os benefícios do seu processo.
CAPÍTULO 5 – CONCLUSÃO
Por esta pesquisa, conclui-se que a Integração Estrutural-Rolfing® pode
contribuir, sim, neste estudo de caso, para o movimento e na qualidade de vida de
portadora de Paralisia Cerebral adulta funcional, com características espástica, no
sentido de melhorar o equilíbrio postural e a locomoção, interferindo na melhor
distribuição do tônus, possibilitando uma nova percepção do movimento. Com isso,
oportunizar mudanças de hábitos posturais e repadronizando de movimentos
preliminares, como andar, sentar, levantar, principalmente do chão, subir e descer
escadas. Melhorar habilidades, como vestir-se, carregar objetos. Otimizar ritmo e
velocidade da marcha, com segurança motora e emocional. E verificou-se, também,
como essa mudança de movimento e equilíbrio da linha, do eixo, interferiu no bemestar e qualidade de vida de AS, melhorando sua depressão, aumentando sua autoestima e capacidade de comunicação, de relação com os outros. Apresentou ainda
modificação significativa na voz, no olhar e na pele, atestando alteração no sistema
nervoso.
Quatro meses depois do processo de 20 sessões, verificou-se que os ganhos
alcançados com a estrutura, a linha, se mantiveram. Também se manteve a busca
por mais independência, autovalorização.
A.S. descreve sobre o processo: “me devolveu auto-estima, melhor
condicionamento físico, mais agilidade, flexibilidade e equilíbrio. Minha postura
melhorou e eu voltei a encarar o espelho”.

Isso posto, se desperta a vontade de se pesquisar mais, este caso, novos
casos. Como a IE-Rolfing poderia ser aplicada e avaliada em outras fases etárias e
tipos dessa desorganização? Em crianças? Como poderíamos trabalhar numa
equipe multidisciplinar? Abre-se um leque de possibilidades, bem-vindas, numa
desordem ou “condição”, como denomina Sassaki (2008), com pouca literatura no
que se refere a PC em adultos.

REFERÊNCIAS
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do original em alemão: Gerti Rohonyi, revisão e adaptação: Mônica Caspari, Texto
de pesquisa do paper, ABR, 2007, aula, 2006.
ANEXOS
ANEXO A – Entrevista inicial
Entrevista Inicial – NAPER
Data: _________________________________ Rolfista:___________________________________________________
PARTE I
PODE SER PREENCHIDO PELO CLIENTE
Nome: __________________________________________________________________________________________
Endereço ________________________________________________________________ nº _____________ ap ____
Bairro: ____________________________________________ CEP: ________________________________________
Cidade/estado: ___________________________________________________________________________________
Tel: ______________________________ cel:________________________ tel com: ___________________________
e-mail: __________________________________________________________________________________________
1 – Sexo (01) masculino (02) feminino
2 – Data de nascimento: ____________________idade: __________________
4 – Estado civil: (01) solteiro (02) casado/juntado (03) separado/ divorciado (04) viúvo
5 – Tem filhos? (01) sim (02) não
6 – (Se sim) quantos? __________
7 – Formação escolar:
(01) analfabeto (02) pré-escola (03) 1o grau incompleto
(04) 1o grau completo (05) 2o grau incompleto (06) 2o grau completo
(07) universitário incompleto (08) universitário completo (09) pós graduação
8 – Profissão: _____________________________________________________________________________________

9 – Categoria profissional: (01) Assalariado (02) Profissional liberal (03) Estudante
(04) Do lar (05) Aposentado (06) Desempregado
13 – Como você ficou sabendo sobre o método Rolfing®?
(01) Cliente do NAPER
(02) Rolfista
(03) Cliente de Rolfing
(04) Outros profissionais – especifique: ____________________________
(05) Mídia – especifique qual: ____________________________________
(06) Internet
(07) Livros/Bibliografia
(08) Outras formas – especifique: _________________________________
15 – Como ficou sabendo do Naper?
(01) Cliente do NAPER
(02) Rolfista
(03) Cliente de Rolfing
(04) Outros profissionais – especifique: ____________________________
(05) Mídia – especifique qual: ____________________________________
(06) Internet
(07) Outras formas – especifique: _________________________________

PARTE II
PARA SER PREENCHIDO PELO ROLFISTA
16 – Já passou pelo processo anteriormente? (01) sim (02) não
19 – Por que você está procurando o Rolfing®? Escreva utilizando as palavras do cliente
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
ATENÇÃO – Rolfista,, não perguntar, e sim assinalar, de acordo com sua inerpretaqção da resposta do
cliente.
19 – Por que você está procurando o Rolfing®?
FÍSICAS: (01) Estruturais (02) Funcionais
PSICOBIOLÓGICAS: (03) Emocional (04) Cultural (visão de mundo)
(05) Espiritual (06) Energética
OUTRAS: (07) Interesse pela técnica
(09) Retorno
(10) Outros ____________________________________(especifique)
20 – Como você se sente em relação ao seu corpo?
___________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
20 – Entre, ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, como você classificaria sua relação com seu corpo?
( 1 ) ótimo
( 2 ) bem
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
23- Tem dor física? (01) Sim (02) Não
DOR A
24 – Localização: __________________________________________________________________________________
25 – Há quanto tempo? _____________________________________________________________________________
26 – Qual a periodicidade? __________________________________________________________________________
27- Qual a intensidade? Por favor, dê uma nota, de zero a dez, para a intensidade de sua dor; sendo zero igual a
“nenhuma dor” e, dez, igual a “uma dor insuportável”:
0 ( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
28 – Histórico (diagnóstico, exames, etc.) _______________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
29 – O que você já fez para tratar esta dor e quais foram os resultados obtidos? (remédios, fisioterapia,
acupuntura, RPG, massagem, etc.) ___________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
DOR B
24 – Localização: __________________________________________________________________________________
25 – Há quanto tempo? _____________________________________________________________________________
26 – Qual a periodicidade? __________________________________________________________________________
27- Qual a intensidade? Por favor, dê uma nota, de zero a dez, para a intensidade de sua dor:
0 ( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
28 – Histórico (diagnóstico, exames, etc.) _______________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
29- O que você já fez para tratar esta dor e quais foram os resultados obtidos? (remédios, fisioterapia, RPG,
massagem, etc.) __________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
DOR C
24- Localização: __________________________________________________________________________________
25- Há quanto tempo você possui esta dor? ____________________________________________________________
26- Qual a periodicidade? __________________________________________________________________________
27- Qual a intensidade? Por favor, dê uma nota, de zero a dez, para a intensidade de sua dor:
0 ( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
28-Histórico (diagnóstico, exames, etc.) ________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
29- O que você já fez para tratar esta dor e quais foram os resultados obtidos? (remédios, fisioterapia, RPG,
massagem, etc.) __________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

30 – Já sofreu algum acidente? (01) Sim (02) Não
(queda, fraturas, cortes, imobilizações? ____________ Quando? ___________________________________
30 A – Alguma conseqüência física ou emocional ? ____________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
31- Já passou por alguma cirurgia? (01) Sim (02) Não
32- De quê? _____________________________________________________________________________________
33 – Quando? ____________________________________________________________________________________
31 A – Como foi esta experiência do ponto de vista físico e emocional? ____________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
34 – Já fez cirurgia plástica? (01) Sim (02) Não
35 – De que tipo? _________________________________________________________________________________
36 – Quando? ____________________________________________________________________________________
34 A – O que o levou a fazê-la? ____________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
37- Atualmente, você está submetendo-se a algum tipo de tratamento? (01) Sim (02) Não
38- Qual(is)?(cabe especificar se é tratamento médico ou alternativo/complementar) ____________________________
________________________________________________________________________________________________
39- Está tomando algum tipo de medicamento? (01) Sim (02) Não
40- Que tipo(s)?________________ (01) Alopático (02) Homeopático/Alternativo
(03) Alopático+homeopático/Altenativo
41- Para quê? ____________________________________________________________________________________

43- Você tem ou teve doença que acha importante relatar? (01) Sim (02) Não
Qual/Quais ?
E como você é afetado por elas ? Física, ou emocionalmente?
43 A – Agora vouj ler uma lista de doenças e gostaria que me dissesse se você as tem ou teve:
artrite, artrose, câncer, leucemia, osteomielite, osteoporose, lupus, diabete, epilepsia, questões cardíacas,
pressão alta, herpes, inflamações, infecções, doenças infecciosas na pele, varicose, cicatrizes recentes, flebite,
tromboses, hemofilia.
45 – Do ponto de vista emocional, como você se sente?
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
45 A – Você percebe alguma relação entre seu estado emocional e seu corpo ?
45 B – Entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, como você classificaria seu estado emocional ? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bem
( 3 ) regular

( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
45 C – Você teve ou tem:
(29) ansiedade (30) stresse ( 31 ) depressão (28) insônia (32) síndrome do pânico
(33) dependência química – alcool, drogas, remédios
outros: especificar ____________________________________________________
46 – Atualmente, você está fazendo Psicoterapia? (01) Sim (02) Não
48 – Você já fez psicoterapia? (01) Sim (02) Não
50 – Você usa medicamento psicotrópico? (01) Sim (02) Não
(ansiolíticos, antidepressivos, remédios para dormir, neuroléptico, anticonvulsivante)?
Para que? _______________________________________________________________________________________
57- E quanto a sua sexualidade, você gostaria de comentar alguma coisa? ____________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
58 – Faz alguma atividade física? (01) Sim (02) Não
59 – Qual (is)? ____________________________________________________________________________________
60 – Com que regularidade? _________________________________________________________________________
61- Quais são suas atividades favoritas de lazer? ________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
62 – Como usa seu corpo no cotidiano? _______________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
63 – Que recursos você tem para se equilibrar física ou emocionalmente, quando necessário? _____________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

64 – Algo mais que considera importante relatar? ________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
ANEXO B- Relatório do Cliente
Relatório do Cliente – NAPER
Data: __________________________ Nome do rolfista:___________________________________________________
Nome do cliente: __________________________________________________________________________________
ENTREGAR RELATÓRIO PARA CLIENTE PREENCHER AO FINAL DO PROCESSO
1 – Quais eram os seus objetivos no início do processo? ___________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
2- Você atingiu seus objetivos ?
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

3 A – De uma forma geral, como você avalia seu processo de rolfng? Que mudanças você percebe?): ______________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
3- Entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, como você avalia seu processo ?
( 1 ) ótimo
( 2 ) bom
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
4 – Você acha que o Rolfing® ajudou você em outros aspectos de sua vida e de sua pessoa alem dos objetivos
que você tinha ? Por favor, comente.
_______________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
5 – Como você se sentia emocionalmente antes do processo de Rolfing? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bem
( 3 ) regular
( 4 ) mal
( 5 ) péssimo

Como você se sente emocionalmente agora? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bem
( 3 ) regular
( 4 ) mal
( 5 ) péssimo
5 A – Comentários: _____________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Se você tinha/tem dor física, por favor, responda, para cada local de dor:
 Por favor, seguir a ordem mencionada na Entrevista Inicial.
 Se mencionou alguma dor que acabou, por favor, coloque-a também.
 Se apareceu alguma dor diferente, por favor, assinale o fato.
 Por favor, dê uma nota, de zero a dez, para a intensidade de sua dor, sendo zero igual a “nenhuma dor”, e
dez, igual a “uma dor insuportável”.
DOR A
7- Local da dor: ___________________________________________________________________________________
8 – Qual a periodicidade atual desta dor, após o processo de Rolfing? ______________________

Qual era a periodicidade desta dor antes do processo de Rolfing?_______________________
9 – Qual é a Intensidade desta dor, após o processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
Qual era a intensidade desta dor, antes do processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
DOR B

7- Local da dor: ___________________________________________________________________________________
8 – Qual a periodicidade atual desta dor, após o processo de Rolfing? ______________________

Qual era a periodicidade desta dor antes do processo de Rolfing?_______________________
9 – Qual é a Intensidade desta dor, após o processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
Qual era a intensidade desta dor, antes do processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
DOR C
7- Local da dor: ___________________________________________________________________________________
8 – Qual a periodicidade atual desta dor, após o processo de Rolfing? ______________________

Qual era a periodicidade desta dor antes do processo de Rolfing?_______________________
9 – Qual é a Intensidade desta dor, após o processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
Qual era a intensidade desta dor, antes do processo de Rolfing?
0( ) 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6 ( ) 7 ( ) 8( ) 9( ) 10( )
10 – Você tem algum comentário a fazer com relação a suas dores e desconfortos? _____________________________
________________________________________________________________________________________________
10 B – Que recursos você tem atualmente para lidar com suas dores ? ___________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
11- Como foi trabalhar com seu Rolfista? ( 1 ) ótimo
76
( 2 ) bom
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
11 A – Comentários _____________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
12 – Como foi ser atendido no NAPER? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bom
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
12 A – Você tem algum comentário ou sugestão para melhorar este atendimento? ____________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
13 – Como foi ser atendido numa situação grupal? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bom
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
77
13 A – Comentários ____________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
14 – Como você falaria do Rolfing® para outra pessoa? ___________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
15 – Algum outro comentário que gostaria de fazer ? ______________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

ANEXO C – Relatório do Rolfista
Relatório do Rolfista – NAPER
Nome do cliente: __________________________________________________________________________
do Início: h _______________________________________ Data do Término: ________________________________
Nome do rolfista: __________________________________________________________________________
AO PREENCHER ESTES DADOS, LEMBRE-SE DE QUE ELES. SÃO ESSENCIAIS PARA O
RETORNO DO CLIENTE, CASO ELE VENHA A SER ATENDIDO POR OUTRO COLEGA, PARA
NOSSA ORGANIZACAO INTERNA E PARA A REALIZAÇAO DE PESQUISAS.
1ª vez ( ) retorno ( )
Número total de sessões: ( )
Completou o processo? sim ( ) não ( )
Caso não, em que sessão do protocolo interrompeu? _
(Ter como referência a receita. Em que sessão da receita interrompeu o processo?)
Comentários:
Razões do cliente para a desistência:
Não percebeu melhoras ( ) problemas financeiros ( ) problemas de saúde ( )
resistência ao processo ( ) problemas emocionais ( ) problema com rolfista ( )
problemas de contrato com Naper ( )
Outras ( ) especificar: __________________________________________________________________________
Comente:
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
______________________________________________________
Visão/interpretações do rolfista sobre a desistência:
Não percebeu melhoras ( ) problemas financeiros ( ) problemas de saúde ( )
resistência ao processo ( ) problemas emocionais ( ) problema com rolfista ( )
problemas de contrato com Naper ( )
Outras ( ) especificar: _____________________________________________________________________________
Comente:
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
______________________________________________________
1 A – Objetivos do cliente: (obter informação na pergunta 19 da entrevista inicial; se houve acréscimo
ou mudanças nestes objetivos, utilize as categorias padrão na sua
linguagem).
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
1 – Classificação dos Objetivos do Cliente:
Físicas: (01) Estruturais
(02) Funcionais
Psicobiológicas: (03) Emocional
80
(04) Cultural (visão de mundo)
(05) Espiritual
(06) Energética
(07) Interesse pela técnica (09) Retorno
Outros motivos: __________________________________________________especifique
2.1 – Instrumentos de leitura (Assinale os principais instrumentos de leitura utilizados) ______________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
2.2. – Análise: O que você observa no seu cliente. (Em função dos instrumentos de leitura selecionados qual é sua análise? Refira-se aos instrumentos de leitura assinalados na sua análise).
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
3 – Objetivos de trabalho – Em função dos objetivos do cliente e de sua leitura, qual foi sua proposta de trabalho
resultante?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Principais dimensões focadas no trabalho:
 Físico – Estrutural- Funcional
 Psicobiológico
– Emocional – Cultural – Espiritual – Energético
4 – Estratégias e Técnicas Utilizadas – Mencionar apenas as mais significativas que caracterizaram este
processo.
Receita clássica Manipulação
Receita funciona Movimento
Trabalho não formulistico Estrutural/Manipulação
Funcional/Movimento
Integrado
Educação pelo Movimento
Toques Direto
Indireto
Titulado
Trabalho com crenças e significados
Trabalho com atitudes
Especificar aspectos relevantes que mereçam atenção especial: ____________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
5 – Resultados:
Os objetivos foram atingidos? Sim ( ) Não ( ) Parcialmente ( )
5 B – Quais as principais mudanças que você pode observar?(no nível físico, psicobiológico, funcional e
energético)
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
83
6 – Relação terapêutica:
Como foi seu processo com este cliente? ( 1 ) ótimo
( 2 ) bom
( 3 ) regular
( 4 ) ruim
( 5 ) péssimo
6 A – Que aspectos da relação terapêutica do processo com este cliente você acha importante relatar?
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
7 – Encaminhamentos – Recomendações para o cliente, indicações, projetos de continuidade do processo.
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
INSTRUMENTOS DE LEITURA
PRINCIPIOS – HOLISMO-ADAPTABILIDADE- SUPORTE-PALINTONICIDADECONTINUIDADE-FECHAMENTO
FÍSICO
Estrutural:
Linha
Blocos
G e G”
Cilindros direito
esquerdo
Linhas e planos ortogonais – linha central frontal
– linha central dorsal
– linha lateral direita
– linha lateral esquerda
Relações palintônicas – frente-trás
– lado-lado
– em cima-embaixo
– dentro fora
Grade tridimensional eixos – longitudinal (x)
– transversal (y)
– latero-lateral (z)
Planos sagital – horizontal
– coronal
Robert Schleip – flexor
– extensor
Hans Flury – interno
– externo
– interno – joelhos enrijecidos
– regular externo
Jan Sultan – interno
– externo
– principais Incongruências intersegmentares
Pelve- tilt – anteversao
– retroversao
shift – deslocamento anterior
– deslocamento posterior
5 elementos estruturais – cintura pélvica
– cintura escapular
– espaço visceral
– camadas superficiais
– complexo axial
Trilhos Anatômicos – Tom ……?
Funcional:
Preferências respiratórias – inspiração
– expiração
– pausa
– respiração paradoxal
Análise da caminhada Início do Movimento GG’
Ritmo: – rápido
– lento
– normal
Coordenação – articular
– membros
– 5 lordoses
– principais cadeias musculares
– contralateralidade
Percepção Visual – focal
– periférica
Auditiva – interna
– externa
Tátil-Sensorial – interno
– externo
– sinestésica
Amplitude articular

– artelhos
– tornozelo
– joelhos
– coxo-femural
– sacro-iliaca
– intersegmentar na coluna lombares
toráxicas
cervicais
– atlantocipital
Orientação – espaço
– chão
PSICOBIÓLOGICO
Emocional/psicológico:
Imagem corporal – segmentar
– global
Afetos atribuídos pelo cliente a: – corpo como um todo
– partes do corpo
Auto-estima: – positiva
– negativa
Significados atribuídos: – morfológicos
– funcionais
– existenciais
– espirituais
Atitudes – corporais
– pessoais
Análise de Couraça Muscular do Caráter
(Lowen, Rakomi, Keleman,outros…)
Contato com o outro
Cultural, ambiental, visão de mundo.
Principais Crenças em relação ao ambiente e ao grupo social a que pertence
Energético:
Atividade SNA -ativação – simpática
– parassimpático
Sobre e sub acoplhamento neuromuscular – hipertonia
– hipotonia
Chakras – básico- pélvico
– diafragmático
– peito – coração
– garganta
– boca
– olhos
– topo da cabeça
FICHA DE EVOLUÇÃO – NAPER
CLIENTE:
OBJETIVO DA SÉRIE:
89
DATA: SESSÃO:
Feedback do cliente:
O que você vê:
Objetivo da sessão/estratégia:
Observações finais
_______________________________________________________________________
ANEXO D – WHOQOL
____________________________________
WHOQOL – ABREVIADO
Versão em Português
_______________________________________________
A pontuação dos escores deverá ser realizada
utilizando o programa estatístico SPSS,
com a sintaxe do WHOQOL – bref
______________________________________________________________
Instruções
__________________________________________________________________________________
Este questionário é sobre como você se sente a respeito de sua qualidade de vida, saúde e outras
áreas de sua vida. Por favor responda a todas as questões . Se você não tem certeza sobre que resposta dar em uma questão, por favor, escolha entre as alternativas a que lhe parece mais
apropriada. Esta, muitas vezes, poderá ser sua primeira escolha.
Por favor, tenha em mente seus valores, aspirações, prazeres e preocupações. Nós estamos
perguntando o que você acha de sua vida, tomando como referencia as duas ultimas semanas. Por
exemplo, pensando nas ultimas duas semanas, uma questão poderia ser:
nada muito
pouco
médio muito completamente
Você recebe dos outros o apoio de que
necessita?
1 2 3 4 5

Você deve circular o número que melhor corresponde ao quanto você recebe dos outros o apoio de
que necessita nestas ultimas duas semanas.
Portanto. Você deve circular o número 4 se você recebeu “muito” apoio como abaixo.
nada muito
pouco
médio muito completamente
Você recebe dos outros o apoio de que
necessita?
1 2 3 4 5
Você deve circular o número 1 se você recebe “nada” de apoio.
Por favor. leia cada questão, veja o que você acha e circule no número e lhe parece a melhor
resposta.
muito
ruim
ruim nem ruim
nem boa
boa muito boa
1- Como você avaliaria sua qualidade de
vida?
1 2 3 4 5
muito
insatisfeito
insatisfeito nem satisfeito
nem
insatisfeito
satisfeito muito
satisfeito
2- Quão satisfeito(a) você
está com a sua saúde?
1 2 3 4 5
As questões seguintes são sobre o quanto você tem sentido algumas coisas nas últimas duas
semanas.
nada muito
pouco
mais
ou
menos
bastante extremamente
3- Em que medida você acha que sua
dor (física) impede você de fazer o que
você precisa? 1 2 3 4 5
4- O quanto você precisa de algum
tratamento médico para levar sua vida
diária? 1 2 3 4 5
5- O quanto você aproveita a vida? 1 2 3 4 5
6- Em que medida você acha que a sua
vida tem sentido?
1 2 3 4 5
7- O quanto você consegue se
concentrar?
1 2 3 4 5
8- Quão seguro(a) você se sente em sua
vida diária?
1 2 3 4 5
9- Quão saudável é o seu ambiente
físico (clima, barulho, poluição, atrativos)? 1 2 3 4 5
As questões seguintes perguntam sobre quão completamente você tem sentido ou é capaz de fazer
certas coisas nestas últimas duas semanas.
nada muito
pouco
médio muito completamen
te
10- Você tem energia suficiente para
seu dia-a-dia?
1 2 3 4 5
11- Você é capaz de aceitar sua
aparência física?
1 2 3 4 5
12- Você tem dinheiro suficiente para
satisfazer suas necessidades?
1 2 3 4 5
13- Quão disponíveis para você estão as
informações que precisa no seu dia-adia? 1 2 3 4 5
14- Em que medida você tem
oportunidades de atividades de lazer?
1 2 3 4 5
As questões seguintes perguntam sobre quão bem ou satisfeito você se sentiu a respeito de vários
aspectos de sua vida nas ultimas duas semanas.
muito
ruim
ruim nem ruim
nem bom
bom muito bom
15- Quão bem você é capaz de se
locomover?
1 2 3 4 5
muito
insatisfeito
insatisfeito
nem
satisfeito
nem
insatisfeito
satisfeito
muito
satisfeito
16- Quão satisfeito(a) você está
com o seu sono?
1 2 3 4 5
17- Quão satisfeito(a) você esta
com sua capacidade de
desempenhar as atividades do seu
dia-a-dia?
1 2 3 4 5
18- Quão satisfeito(a) você está
com sua capacidade para o
trabalho? 1 2 3 4 5
19- Quão satisfeito(a) você está
consigo mesmo?
1 2 3 4 5
20- Quão satisfeito(a) você está
com suas relações pessoais
(amigos, parentes,conhecidos,
colegas)?
1 2 3 4 5
21- Quão satisfeito(a) você está
com sua vida sexual?
1 2 3 4 5
22- Quão satisfeito(a) você está
com o apoio que você recebe de
94
seus amigos? 1 2 3 4 5
23- Quão satisfeito(a) você está
com as condições do local onde
você mora? 1 2 3 4 5
24- Quão satisfeito(a) você está
com o seu acesso aos serviços de
saúde? 1 2 3 4 5
25- Quão satisfeito(a) você está
com o seu meio de transporte?
1 2 3 4 5
As questões seguintes referem-se a com que freqüência você sentiu ou experimentou certas coisas
nas últimas duas semanas.
Nunca Algumas
vezes
Freqüentemente Muito
Freqüentemente
Sempre
26- Com que freqüência você
tem sentimentos negativos
tais como mau humor,
desespero, ansiedade,
depressão?
1 2 3 4 5
Alguém lhe ajudou a preencher este questionário? …………………………………………………………..
Quanto tempo você levou para preencher este questionário? ………………………….……………………..
Você tem algum comentário sobre o questionário? ………………………………………………………
OBRIGADO PELA SUA COLABORAÇÃO
ANEXO E – Entrevista livre com a cliente
Para o sujeito da pesquisa depois do processo
Dos itens relacionados baixo, em quais percebeu mehoras. Enumere em ordem de
importância, de 0 a 10
Movimento
Caminhada
Liberdade
Segurança
Apoio
Conhecer o corpo
Driblar dor e desconforto
Poder fazer exercícios em casa
Poder fazer mais parte de um grupo
Relacionamento com marido
Com filho
Com família
Com amigos
Com o neto
O que ficou, permaneceu, do trabalho, mesmo não fazendo exercícios em casa e
manutenção no consultório?
Gostou mais de receber toques ou fazer movimentos? O que significou um ou outro?
Doeu? Quando?
Sente dores iguais de antes de passar pelo processo de Rolfing®
, menos ou mais?
Escreva o que quiser.
Fale como foi passar pelo processo para o seu corpo, sua mente, seu emocional e seu
espírito…
ANEXO F – Entrevista livre com parentes
Perguntas para a irmã, mais velha, acompanhante mais assídua
1. Quantos anos tinha quando a Ana nasceu?
2. Em quantos irmãos são e idades?
3. Como foi o parto dela? Lembra?
96
4. Como ela era? Mamou? Chorava? Se movimentava, como?
5. Ela tinha quanto anos quando foi diagnosticada a Paralisia Cerebral?
Sabe o tipo em que foi classificada?
6. Como receberam? Lembra?
7. Lembra em que hospital foi?
8. E daí o que aconteceu?
9. Cirurgias: corte nos adutores, virilha, lembra do nome Tenotomia?
Quando foi?
10.A da Tireóide foi total? Quando?
11.E a Tenotomia do calcâneo? Alongamento Quando?
12.Túnel de Carpo? Cirurgia?
13.Hérnia e Hiato, ano passado?
Para depois do término do processo
14.O que mais marcou no processo? Escreva o que lembrar, enumerando
ordem de importância … de 0 a 10
Movimento
Caminhada
Independência
Teimosia
Depressão
Ansiedade
Outros
15.O que acha que permaneceu (dos itens listados acima)?
16. O que representou o processo de IE-Rolfing® para ela e para a sua
família …
ANEXO G – Entrevista livre com amigos, colegas, professores de movimento
Entrevista livre com amigos, parentes, professores de movimento e
coordenadores de núcleo de atividade de 3ª idade
1. Há quanto tempo conhece ela?
2. Como recebeu e percebeu o movimento dela?
3. Percebeu alguma diferença no movimento nesse tempo?
4. Percebeu alguma diferença no comportamento/emocional nesse
tempo?
5. Quando soube que ela estava passando por um processo de
Integração Estrutural-Rolfing® começou a mudar o seu olhar sobre
ela?
6. Percebeu alguma outra diferença em suas atitudes ou fisicamente
Percebeu diferenças em antes e depois, descreva com alguma palavra
E dê notas de 5 a 10
(5-ruim) (6-satisfatório) (7-melhor) (8-muito melhor) (9- bom) (10-ótimo)
Antes Depois
Caminhada Caminhada
Equilíbrio Equilíbrio
Deitar no chão Deitar no chão
Levantar do chão Levantar do chão
Sentar no chão Sentar no chão
Sentar na cadeira Sentar na cadeira
Movimento na aula Movimento na aula
Subir escada Subir escada
Descer escada Descer escada
Olhar Olhar
Voz Voz
Auto-imagem Auto-imagem
Emocional Emocional
Relacionamento/colegas Relacionamento/colegas
Outros que notou Outros que notou
Liste: Liste:
ANEXO I – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
O trabalho CONTRIBUIÇÃO DA INTEGRAÇÃO ESTRUTURAL-ROLFING® PARA O
EQUILÍBRIO POSTURAL, A LOCOMOÇÃO E QUALIDADE DE VIDA DE ADULTO
PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL está sendo realizado com a finalidade de conclusão de curso de CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM INTEGRAÇÃO ESTRUTURALROLFING®
no ano de 2011, no Centro Universitário Ítalo Brasileiro, localizada na Avenida
João Dias nº 2046, Santo Amaro, 04724-003, São Paulo, SP e tem como objetivo investigar
como a Integração Estrutural-Rolfing® pode contribuir para portador de Paralisia Cerebral
adulto funcional, no sentido de melhorar o equilíbrio postural e a locomoção, distribuir tônus,
possibilitando uma nova percepção do movimento. Com isso, oportunizar mudanças de
hábitos posturais, repadronizando movimentos preliminares e melhorando habilidades.
Espera-se, ainda, que toques e movimentos interfiram no pré-movimento do sujeito da
pesquisa, e que haja um significado em conhecer ou reconhecer partes do corpo na estática
e no movimento, modificando ou alterando o seu movimento padrão, permitindo-lhe executar
um novo movimento, ou um conhecido de uma nova forma, e quanto essas sensações e
percepções possam permanecer. Quanto essa modificação pode interferir nas suas
atividades diárias, nos seus relacionamentos e no seu emocional, em especial em suas
atitudes, aumentando a sua vitalidade. Para que essa pesquisa seja desenvolvida, será
realizado um estudo de caso, cuja pessoa receberá 20 sessões entre estruturais, de
liberação miofascial, objetivando trabalhar nas lesões e de Rolfing® Movimento, atuando na
inibição do movimento, duas vezes por semana, seguindo os princípios do método Rolfing®.
As sessões poderão ser só estruturais ou funcionais ou juntas. Recorrer-se-á a técnicas de
Rolfing® Movimento que exploram a função tônica. As funções vegetativas da boca, também
serão exercitadas (sistema estomatognático). Serão usados os questionários de entrevistas
padrão do Núcleo de Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing®
(Naper), O questionário WHOQOL, abreviado, versão em português. Entrevistas livres com o sujeito da
pesquisa e familiares. E relatos de visitas ao local de suas atividades rotineiras como casa e
atividades físicas e sociais, com depoimentos de parentes, amigos e professores de
movimento. Também serão analisados fotos e vídeos, de antes e depois de algumas
sessões, em especial, antes da 1ª, entre a 4ª e 5ª (linha medial), e também entre a 6ª e 7ª
(linha posterior e cabeça). As sessões ocorrerão entre julho de 2011 e dezembro de 2011.
Os possíveis desconfortos, dores ocasionais durante as manobras de liberação miofascial,
serão minimizados ou contidos, com toques leves e titulados, recorrendo-se ao Rolfing®
Movimento, também. Não há riscos. Esse trabalho visa a levar o indivíduo deste estudo de
caso a obter ganhos no equilíbrio postural e na locomoção. Resultando num maior equilíbrio
postural, capaz de influenciar na marcha, gerar autoconfiança para deslocamentos físicos,
com mais independência e segurança, com mais funcionalidade para os movimentos
preliminares ou fundamentais, aumentando amplitudes articulares e possibilitado a
experimentação de outros movimentos, buscando outras habilidades. Inferindo ainda sobre
o emocional, melhorando a ansiedade e a depressão, por poder se sentir capaz.

Ao participar da pesquisa você terá direito ao acesso, em qualquer tempo, às informações
sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à pesquisa, bem como os resultados
observados. Caso você sinta algum desconforto em continuar participando, você terá total
liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento e de deixar de participar do
estudo. Todas as informações fornecidas por você serão mantidas em absoluto sigilo,
confidencialidade e privacidade e serão destinadas única e exclusivamente para fins de
pesquisa científica. Caso seja necessária a assistência médica por eventuais danos à sua
saúde, desde que esses danos estejam relacionados com aspectos da pesquisa proposta, a
Associação Brasileira de Rolfing® (ABR) prestará atendimento. Caso haja necessidade,
entrar em contato com o pesquisador responsável
Orientador: Pedro Otávio Barreto Prado
Orientanda: Rosângela Maria Baía
Eu, A. P. S., residente à Rua…….., São Paulo, SP, declaro ter sido informado e estar
devidamente esclarecido sobre os objetivos e intenções desse estudo,sobre as técnicas
(procedimentos) a qual estarei sendo submetido, sobre os riscos e desconfortos que
poderão ocorrer. Recebi garantias de total sigilo e de obter esclarecimentos sempre que o
desejar. Sei que tenho direito a tratamento hospitalar (ou outro) se necessário e que minha
participação está isenta de despesas. Concordo em participar voluntariamente desse estudo
e sei que posso retirar meu consentimento a qualquer momento, sem nenhum prejuízo ou
perda de qualquer benefício (caso o sujeito da pesquisa esteja matriculado na Instituição
onde a pesquisa está sendo realizada).
São Paulo, 29 de julho de 2011.
Assinatura do sujeito da pesquisa ou responsável

ANEXO J – Laudos médicos

Quadro 1 – Resultados – Entrevista livre com amigos, colegas, professores de
movimento
Entrevista livre com amigos, parentes, professores de movimento e
coordenadores de núcleo de atividade de 3ª idade (10 pessoas) de A.S.
1. Há quanto tempo conhece A.S.?
Em média há 4 anos.
2. Como recebeu e percebeu o movimento dela?
Para 100%: Dificuldade para caminhar, precisava de ajuda.
3. Percebeu alguma diferença no movimento nesse tempo?
Para 100%: melhora no equilíbrio.
4. Percebeu alguma diferença no comportamento/emocional nesse
tempo?
100% sim
30% não souberam definir
10% mais participativa
10% melhora na auto-estima
20% mais animada/contente
20% mais ativa
20% mais comunicativa
10% mais calma
10% mais disposta
5. Quando soube que ela estava passando por um processo de
Integração Estrutural-Rolfing® começou a mudar o seu olhar sobre
ela?
70% sim, mudanças no movimento e postura
30% não souberam responder
6. Percebeu alguma outra diferença em suas atitudes ou fisicamente?
90% maior equilíbrio
30% melhor coordenação motora
20% auto-estima
10% mais simpática e positiva
10% alguma melhora
7. Percebeu diferenças em antes e depois, descreva com alguma
palavra e dê notas de 5 a 10
(5-ruim) (6-satisfatório) (7-melhor) (8-muito melhor) (9- bom) (10-
ótimo)
Antes Depois
Caminhada Caminhada
Equilíbrio Equilíbrio
Deitar no chão Deitar no chão
Levantar do chão Levantar do chão
Sentar no chão Sentar no chão
Sentar na cadeira Sentar na cadeira
Movimento na aula Movimento na aula
Subir escada Subir escada
Descer escada Descer escada
Olhar Olhar
Voz Voz

Auto-imagem Auto-imagem
Emocional Emocional
Relacionamento/colegas Relacionamento/colegas
Outros que notou Outros que notou
Liste: Liste:
Quadro 2 – Tabulação – Entrevista livre com amigos, colegas, professores de
movimento
ANTES 5(ruim) 6(satisfatório) 7(bom) 8 (melhor) 9 (bem melhor) 10 (ótimo)
DEPOIS 5(ruim) 6(satisfatório) 7(bom) 8 (melhor) 9 (bem melhor) 10 (ótimo)
(1) Caminhada
(2) Equilíbrio
(3) Deitar no chão
(4) Levantar do chão
(5) Sentar no chão
(6) Sentar na cadeira
(7) Movimento na aula
(8) Subir escada
(9) Descer escada
(10) Olhar
(11) Voz
(12) Auto-imagem
(13) Emocional
(14) Relacionamento/colegas
(15) Outros
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) (12) (13) (14) (15) TOTAL
ANTES 10
ruim 5 5 3 5 4 3 5 4 4 1 2 5 5 4
satisfatório 4 4 5 3 5 3 3 3 5 7 5 5 5 3
bom 1 1 1 1 4 2 2 3
melhor
Bem
melhor
ótimo
n/sabe 1 1 1 1 1 2 3
TOTAL 10
DEPOIS 10
ruim 2
satisfatório
bom 3 2 2 4 3 4 3 2 1 1 1 2 1 2
melhor 2 4 4 3 4 2 2 3 3 1 1 4 3 2
Bem
melhor
2 2 3 3 2 2 3 4 2 2 1
ótimo 1 1 1 1 1 1 2 1 1 3 2 2 3 5
n/sabe 2 2 2 2 2 2 2
TOTAL 10
Outros:
Autoconfiança – antes 6; depois 9
Comunicativa – antes 6; depois 9
Disposta – antes 6; depois 8
Alegre – antes 7; depois 9

 

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