Neck Work, Pelvic Lift, Back Work

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Pages: 13-19
Year: 2007
Associação Brasileira de Rolfing

Rolfing Brasil – 07/2007

sds

Um grupo de rolfistas, que haviam participado da Re-certificação de Movement com Monica CaspariMárcia Cintra em junho/julho de 2006, reuniu-se de quatro a seis de novembro de 2006 para um workshop específico de trackings, neck work, pelvic liftback work. A vontade era explorar estas técnicas de integraçãolevá-las ao próximo nível de sofisticaçãoeficiência possíveis. O grupo entende que tanto os trackings quanto o neck work, o pelvic worko back work são técnicas cujo objetivo primordial é a integraçãoque, por entrarem do momento do ?ajuste fino? são específicas para cada sessão da receita.

Os trackings ensinados no workshop,mencionados apenas brevemente neste artigo, estarão todos bem explicados num livro amplamente ilustrado (ainda em fase de elaboração), de autoria da Monica Caspari, Marcia CintraRaquel Motta. Mas excertos dos hand-outs que a Monica distribui nos treinamentos básicos, acrescidos de anotações feitas em classe pelo Paulo Tremea (de Porto Alegre)Tomas Yoshio (de São Paulo), naquele mesmo workshoprevisadas pela Marcia Cintra podem ser usufruídos desde já por todos.

Você notará que os neck works são provavelmente mais elaborados, passando de ?nucaworks? para trabalhos que incluem o aspecto pré-vertebral do pescoço; que os pelvic lifts são bem específicos para cada sessãoque os back works exigem um bom tanto de educação do cliente para que deles possa ser extraída toda a sua potência.

Bom proveito!

SESSÃO #1

Neck Work: O objetivo do neck work da primeira sessão é integrar os ganhos na sessãoabrir a orientação para o espaçoassim trabalhamos para criar continuidade nas estruturas superficiais do pescoço.

Para tanto, trabalhe pensando em alongar o esterno-cleidomastoideo em ambas as extremidades do pescoço com a cabeça do cliente virada para o lado, de forma a alongá-lodiferenciá-lo das camadas mais profundas.

1. Firme o ECM ao longo da clavícula, imobilizando o músculo enquanto o cliente gira a cabeça para o lado oposto;

2. Segure a cabeça do cliente girada para o lado enquanto trabalha as inserções do ECM ao longo do processo mastóideoccipital. A mão que segura a cabeça pode movê-la em várias direções para ajustar os ângulos de trabalho.

Na primeira sessão, o trabalho nos ísquios visa diferenciar posteriormente o membro inferior da baciaconseqüentemente da coluna. Depois disto feito, é necessário trabalhar os eretores do pescoço para adaptar esta diferenciação. Portanto, depois de alinhar a cabeça com a coluna devemos trabalhar os eretores do pescoço, adaptando-os ao trabalho que foi feito nos isquio-tibiaisque gerou alongamento nas lombares.

Pelvic Lift: O pelvic lift na primeira sessão busca resgatar a adaptabilidade da região lombo sacra, assim para dar continuidade nas estruturas superficiais coluna/pelve para integrar o trabalho todo.

Com a mão de baixo em contato com a porção superior do sacro enquanto a mão de cima contata a frente da quinta vértebra lombar. Queremos que o ?lift? venha do ?alcançar? dos joelhosnão da contração do reto abdominal. Para isso é necessário que as mãos do rolfista estejam continuamente evocando resiliência na região lombar inferior, para adaptardar continuidade às camadas superficiais da baciacolunapara diferenciar o sacro de L-5 preparando a segunda sessão.

Back Work: Nesta sessão o objetivo do back work é evocar a continuidade nas estruturas superficiais do sistema axial,também estimular a percepção da orientação para o espaço.

Classicamente é feito com o cliente sentado na mesa, as pernas fletidas, os pés apoiados na mesa, mãos entrelaçadas à frente dos joelhos, a testa descansando sobre os joelhos, ou tão perto deles quanto possível, os cotovelos abertos para os lados. Se necessário use um suporte (lista telefônica, etc.) sob as tuberosidades para poder acomodar melhor o cliente nesta posição. No caso de cliente com abdômen muito protuberante, ou no caso de clientes com mais idade, adapte a posição o melhor possível, como por exemplo, sente o cliente na mesa, com toda a extensão das coxas apoiadasos pés em um banco para dar mais estabilidadeconforto.

Trabalhar no sentido céfalo-caudal, buscando a sensação de conexãocontinuidade da cabeça ao cóccix. Se o cliente tiver hérnia de disco fazer o trabalho no sentido cefálicoflexionar o mínimo possível seu tronco para não fechar as vértebras lombares na frenteconseqüentemente empurrar o núcleo do disco em direção à colunaou raízes que formam o nervo ciático, aumentando o desconforto. Na porção proximal das costas contatar o trapézio do cliente com os dois punhos (dorso dos dedos), mantê-lo para baixo enquanto o cliente movimenta os cotovelos para fora. Observe onde os ombros tendem a levantar ao invés de permitirem a separação entre o úmeroa escápula.

Trackings típicos para a primeira sessão:

a) Para o gradil costal

b) Para a articulação coxo-femural

SESSÃO #2

Back Work: Na segunda sessão o back work serve para diferenciarorganizar os eretores da coluna a fim de liberar os movimentos de flexãoextensão.

Lembrar que nesta sessão o back work é bastante extenso, ocupando cerca de um terço dela, com o objetivo de se obter uma curva em ?C? contínuatão ampla quanto possível, com o cliente sentadoos pés totalmente apoiados no chão, para ajudar a adaptar a mobilidade recém adquirida nas pernaspés ao movimento da coluna, pescoçocabeça. (Peter Schwind é da opinião que o trabalho de costas clássico da sessão # 2 exige muita tensão para se manter o alongamento anterior da coluna. O ?truque? que usa é sentar o cliente, colocando-o em leve lordose em toda a extensão da coluna, abrindo assim a sua frente. Começa então a trabalhar lentamente, no sentido caudal-cefálico, ?abrindo? a musculatura dorsal, até o tubo do pescoço).

Antes de começar o back work desta sessão é bastante importante educar o cliente a sentar-se da maneira correta, com os pés totalmente apoiados no chão, as pernas em ângulo reto com as coxas,o apoio da bacia ligeiramente à frente das tuberosidades isquiáticas (e não exatamente em cima delas). Os braços deverão estar soltos,o ângulo inferior das escápulas deverá estar deprimido (para engajar o serrátil anterior). Ensinar então para o cliente a fletir a coluna, vértebra por vértebra, ao mesmo tempo em que ?alcança? com a cabeça à frente, para se obter uma curva em ?C? tão longa quanto possível.

O back work em si:

1- O cliente sentado ligeiramente à frente das tuberosidades isquiáticas, com os pés bem apoiados no chãoos braços ao longo do corpo. O rolfista começa usando uma ?ferramenta? ampla, como os punhos cerrados (dorso dos dedos),fazendo contato com o aspecto mais lateral dos músculos espinhais de cada lado da coluna. Enquanto isso o cliente vai primeiro enrolando a cabeça à frentedepois o tronco enquanto abre a frente da coluna à medida que o rolfista vai empurrando os tecidos lentamente para baixo, mas mantendo também um vetor de força em direção à coluna. Continuar além da articulação lombo-sacral. Depois o cliente leva a linha posterior da cintura para trás, como que ?alcançando? com a coluna,desenrola a coluna, terminando pela cabeça.

2- Agora o rolfista faz contato mais medial em relação à coluna enquanto o cliente repete o movimento da etapa anterior.

3- Com uma ferramenta mais estreita (como os nós do dedo, por exemplo), contata finalmente a borda medial do feixe mais medial dos músculos espinhais ao longo dos processos posteriores das vértebras espinhais, enganchando no tecidoempurrando-o vagarosamente em direção ao sacro.

Neck Work: servirá aqui para criar continuidade na camada que foi trabalhada na colunacontinuar a explorara diminuir os efeitos do encurtamento do ECMdo elevador da escápula na extensão do pescoço.

Pelvic Lift: será feito para criar continuidade na camada que foi trabalhada na coluna.

O pelvic lift nesta sessão deve ser mais claropreciso que na anterior, com a mão de cima percebendo claramente a articulação sacrala mão de baixo sentindo o alongamento dos tecidos em direção ao cóccix.

Trackings típicos para a segunda sessão:

a) Para pé plano ou cavo

b) Para o calcâneo

c) Para calcâneo valgo

d) Para calcâneo varo

e) Para tornozelo

f) Para tendão de Aquiles

g) Para gastrocnêmios

h) Para sóleo

i) Para fíbula

SESSÃO #3

Pelvic Lift: O pelvic lift será ainda mais claro nesta sessão para promover uma diferenciação mais claracom isso mais mobilidade entre o sacroa L-5. A mão de cima do rolfista, sobre o abdômen do cliente, deverá procurar sentir claramente a articulação sacral, enquanto a mão de baixo sentirá o alongamento da região lombo-sacral em direção caudal. Se o cliente estiver com as pernas fletidas os joelhos deverão estar sustentando a coluna mais claramente. Cuidado para não retificar a região lombo-sacra naqueles clientes que já a tem retificada: lembrar que a lordose lombar fisiológica é necessária para a função adequada da coluna na caminhada!

Neck Work: Nesta sessão o trabalho nos ombrosno pescoço pode incluir mais atenção ao elevador da escápula, tanto em sua inserção no pescoço quanto na escápula (distalproximal).

Back Work: Como agora o cliente pode diferenciar frentetrás, resistindo à pressão das suas mãosconectando a resistência ao chão através da extensão pélvica, aproveite a posição sentada do cliente para trabalhar-lhe o quadrado lombar. Ensine-o a vir do chão, conectando as pernas com a coluna pela frente enquanto o quadrado lombar vai para trás.

Trackings típicos para a terceira sessão:

a) De quadrado lombar

b) De tuberosidade isquiática

c) De fíbula

SESSÃO #4

Pelvic Lift: Servirá para integrar a coluna com a pelve em função do novo nível de organização das pernas com a pelve e, através dela, com o espaço visceral. Noutras palavras, o pelvic lift nesta sessão servirá para adaptar a baciaa coluna às mudanças que aconteceram na pelvenas pernas.

Depois de todo o trabalho de diferenciação da pelvepernas a sensação do pelvic lift nas mãos do rolfista torna-se particularmente interessante. Há quem faça o pelvic lift de ambos os lados, procurando uma percepção mais clara da articulação sacralmelhor equilíbrio frente/trásconectando a pelve com os pés que deverão se conectar ativamente com a mesa.

Nesta sessão não se recomenda fazer o pelvic lift com pernas estendidas pois os pés deverão estar apoiados na mesa para ajudar a construir a conexão dos pés no substrato com a frente da coluna, via bacia.

Neck Work: Apenas o necessário para coordenar com as mudanças que aconteceram nas lordoses inferiores, integrando-as ao pescoço, cabeçacoluna torácica.

É importante equilibrar a liberação da linha medial das pernas com os escalenosmm ECM. Use os procedimentos das sessões #1#3 para trabalhar estas áreas, concentrando nas regiões que necessitam trabalho. (Há quem diga que ?sessões baixas? (as de número par) devam permanecer como ?sessões baixas?que por isso o neck work desta sessão deve ser brevenão mais profundo que a camada superficial do pescoço, mas há instrutores que incluem aqui algum trabalho no assoalho da boca, pelo lado de fora, escalenosdepois ?nucawok?.

Back Work: Esta é ?A? sessão para o trabalho no banquinho em combinação com a orientação vindo do substrato. Noutras palavras: nesta sessão ensinamos o cliente a como permitir que o peso do tronco possa ser transmitido pela pelve, pelas pernaschegar ao substrato sem perder a orientação para o espaço. Os trackings de adutoresjoelhos podem se aplicar aqui.

O back work mais clássico para a sessão #4: trabalhe com o cliente no banquinho para reforçar a educação do direcionamento dos joelhos para que possam dar suporte suficiente para a coluna lombar. Comece o back work pelo ângulo superior das escapulas, deslize as mãos até o sacro, enquanto o cliente vai enrolando ao mesmo tempo em que alcança a coluna à frente. Depois, com o cliente fletido à frente, peça que ele venha dos pés no chão até a coluna lombar, enquanto mantém as tuberosidades isquiáticas no banco, com se fosse desenrolar a coluna não ?estendendo/esticando? as costas, mas ?abrindo? a coluna pré-vertebralmente, vértebra por vértebra. Peça porém, para o cliente desenrolar somente até a altura do diafragma,enrolar novamente para baixo, mantendo o contato constante dos pés com o chãodo chão com a coluna lombar.

Ache as áreas que não estão abrindo completamente nas costas entre uma vértebraoutra, dando tempo para o cliente compreender como usar os pés para ir do chão até as lombares, equilibrando os joelhos no plano sagital para contrabalançar a ação da coluna lombar.

Um complemento para o back work mais clássico para a sessão quatro é focar a atenção na:

1- articulação lombo dorsal funcional, (na altura de T-8/T-9não na articulação lombo-dorsal anatômica);

2- na articulação médio-dorsal (T-3-T4/anel torácico);

3- na liberação da mandíbula (extra-oralmente).

Trackings típicos para a quarta sessão:

a) De adutores

b) De joelhos

c) De fêmur contra rotação lateral

d) De fêmur contra rotação medial

e) De ramo isquiático-bilateral

f) De ramo isquiático monolateral

SESSÃO #5

Pelvic Lift: seu objetivo nesta sessão é integrar (e coordenar) com a coluna o novo nível de equilíbrio do m. psoasm.ilíaco, assoalho pélvicodiafragma, quadrado lombar12ª costelamúsculos abdominais.

O rolfista começa com a mão no cóccix do clientepede que o cliente eleve o cóccix na direção dos joelhos (que deverão estar flexionados)sucessivamente, vértebra por vértebra, chegando até L-1 ou T-12. O rolfista ensina então o cliente a voltar, apoiando vértebra por vértebra no sentido inverso até apoiar toda coluna, diferenciando as vértebras da coluna lombarsacro-cóccix.

Esta é uma boa sessão para trabalhar com a mão anterior pelo abdômen (desde L-1 até l-5/S-1) para ajudar o cliente a sentir os aspectos anteriorposterior da coluna.

Atenção: Se o cliente tiver hérnia de hiato tomar cuidado para não empurrar seu estomago para cimaassim aumentar o desconforto que esta lesão ocasiona.

Neck Work: fazer um mínimo de trabalho de ambos os lados do esternocleidomastoideo, com movimento de rotação do pescoço. (Lembre que o ECM está no extremo oposto das continuidades das fáscias que trabalhamos antes). Se necessário, trabalhe na frente do pescoço, para ajudar a abrir a passagem do tubo visceral superior, não esquecendo dos escalenos (que a Dra. Ida P. Rolf chamava de ?psoas do pescoço?). Integre as vértebras dorsais superiores em relação ao pescoço.

(De novo, segundo alguns autores o neck work nesta sessão deverá ser mínimo uma vez que toda a atenção do cliente foi levada à porção inferior do corpo que é onde queremos mantê-la).

Back Work: nesta sessão continuamos a ensinar o cliente como permitir que o peso do tronco possa se transmitir pela pelve, pelas pernaschegar ao substrato sem perder a orientação para o espaçointegramos o trabalho que foi feito pré-vertebralmente com o aspecto pós-vertebral.

O back work em si:

Comece o back work pela frente da coluna (pré-vertebralmente), pedindo para o cliente encontrar as tuberosidades isquiáticaso contato dos pés com o chãodepois, mantendo o contato dos pés com o chão, oscilar delicadavagarosamente nas tuberosidades, para frentepara trás, mais como se quisesse que apenas o sacro oscilassenão tanto os ilíacos, enquanto você faz contato com o psoas de ambos os lados da colunao cliente encontra um balanceio de coluna que deixa a cabeça ondular suavelivremente. Comece a trabalhar na altura de L-5depois trabalhe na altura de L-3então na altura de L-1.

Terminada esta etapa do back work da 5ª sessão, passe a trabalhar nas costas: enquanto o cliente continua a oscilar nas tuberosidades isquiáticasa encontrar o suporte para a frente da coluna vindo através do transverso abdominalalcançando o chão pelos pés, alongando assim a coluna prépós vertebralmente, você trabalha nas costas, a partir dos eretores da coluna lombar em direção à bacia.

Trackings típicos para a quinta sessão:

a) De quadrado lombarL-5

b) De articulação coxo-femural

c) De psoas em pé

d) De psoas sentado

e) De diafragma

f) De ramo púbico

g) De fêmur, contra rotação medial ou lateral

SESSÃO #6

Pelvic Lift: seu objetivo será integrar todo o trabalho feito no aspecto posterior das pernaspós vertebral com o aspecto anterior da conexão sacro-lombar. Para tanto faça um pelvic lift bem longolento, começando na coluna torácica, usando a mão de cima, sobre o abdômen, para ajudar o cliente a localizara ?dominar? cada uma das articulações vertebrais desde T-11/T-12 até o cóccix.

Neck Work: segundo alguns autores novamente o neck work não deveria ?tirar muita atenção do pólo inferior do corpo?. No entanto é necessária bastante atenção à atlanto-occipital para adaptá-la a todas as mudanças evocadas na coluna que levaram a um novo nível de organização nas estruturas mais profundas do sistema axial.

Acomode a cabeça do cliente nas pontas de seus dedos com seus polegares tocando os processos transversos do atlas. ?Imagine? a articulação do atlastrabalhe para equilibrar as estruturas prépós-vertebrais ao longo do pescoço.

Back Work: o back work desta sessão deverá novamente focar na estabilidade da coluna lombar não só a partir de seu aspecto anterior mas também a partir de seu aspecto posterior, aumentando assim a sensação do todo unificado da coluna lombar com o core.

Trackings típicos para a sexta sessão:

a) todoqualquer tracking das sessões anteriores que se aplique às condições do cliente.

SESSÃO #7

Pelvic Lift: segundo alguns autores não deverá ser colocada muita ênfase no pelvic lift desta sessão uma vez que o trabalho foi focado no aspecto superior do corpo. No entanto como aqui a função do pelvic lift será integrar o pólo inferior do sistema axial com todo o trabalho feito no seu pólo superior, dê tempo para o cliente descansar o sacro durante algumas respirações, para que tenha tempo para expandir sua consciência do core da cabeça até a bacia. Lembre de preservar a lordose lombar fisiológica do cliente!

Neck Work: sua função nesta sessão é integrar a fáscia superficial com as mudanças que ocorreram na parte profunda do pescoçocabeça. O toque deve ser relativamente leve, buscando-se continuidade de tônus através de todas as camadas que foram trabalhadas no pescoço, evocando uma sensação de continuidademovimento por toda a coluna, desde o cóccix atéatlanto-occipital.

Além das intervenções manuais pode-se também fazer explorações de caráter proprioceptivo, para ajudar a integrar o trabalho que já aconteceu no pescoço.

Algumas possibilidades de exercícios integrativos para o pescoço nesta sessão são:

– deitado: exercício do ?sim? para desenvolver a coordenação sub-occipitais/longo do pescoço; exercício do ?não? para soltar o maxilara língua; exercício do ?não? para soltar os olhos;exercício do ?sim? para abrir a orientação para o espaço.

– sentado: exercícios do ?não?; exercício do ?sim?; trabalho com os sentidosmovimentos do pescoçocabeça;

– de pé: trabalho com os sentidosa cabeça enquanto o cliente flexionaestende os joelhos encontrando a linha;

– caminhando: trabalho com os sentidos;

– trabalho com os sentidos/ pescoço/cabeça no uso corporalcontexto social;

Pode-se então fazer um alongamento do ligamento da nucadepois deixar o cliente descansar na mesa por algum tempo antes de prosseguir ao trabalho de integração na posição sentada.

Se necessário, antes de prosseguir para o back work pode-se fazer um tracking com o cliente girando a cabeça para a esquerdapara a direita (o olhar escaneando o horizonte), enquanto o rolfista segura quaisquer tecidos que queiram encurtar ou dificultar o movimento da cabeça pelo eixo central.

Back Work: o objetivo aqui é dar continuidade de tônus em todas as camadas ao longo de todo o complexo axial. Para tanto, em geral pede-se para o cliente manter a posição vertical para evocar a sensação de continuidade, alongamentointegração da bacia com a cabeça.

Há uma versão mais antiga do back work da sessão #7, com o cliente sentado com os pés na mesa, como no back work da primeira sessão, com os dedos das mãos entrelaçados na frente dos joelhos, as costas relativamente eretas. Apóie as mãos em punho (dorso dos dedos) na borda superior das escápulas. Peça para o cliente encontrar as tuberosidades isquiáticasalcançar em direção ao chão com elas ao mesmo tempo que alcança com o topo da cabeça para o teto, enquanto você traciona as escápulas caudalmente. O pescoço deverá alongar para o teto sem o engajamento dos eretores. Pode ser útil pedir para o cliente “alongar? as pontas dos cotovelos em direção à mesaao mesmo tempo deixá-los irem ligeiramente para os lados enquanto a cabeça roda um pouco para cada ladoo alto das costas permanece longoaberto.

Observação: este trabalho também pode ser feito com o cliente sentado, os pés bem apoiados no substrato. A vantagem da posição anterior é ?isolar? o pólo superior o que de certa forma traz um desafio maior para o cliente.

Trackings típicos para a sétima sessão:

a) De cotovelo em relação ao tórax

b) De cotovelorádio

c) De cotovelopunho, abrindo o espaço tênar-pisiforme

d) De trapézio

e) De elevador da escápula

f) De escápula

Os trackings mencionados acima podem ser feitos com o cliente sentado, mas para terminar a sessão faça os trackings necessários com o cliente de pé.

SESSÃO #8

(Imaginando uma sessão #8 de cintura pélvica)

Pelvic Lift: Neste pelvic lift vamos diferenciar o sacro do cóccix. Peça para o cliente fazer um pelvic roll apenas até o espaço entre S-2S-1coloque a mão sob o sacro, com as pontas dos dedos (firmes) exatamente entre S-1S-2. Tracione no sentido caudal. Repita a manobra ao nível da vertebral sacral logo abaixotrabalhe assim sucessivamente até chegar na articulação sacrococcígea.( Este trabalho também evoca uma melhor percepção do anel pélvico, ajudando a diferenciar o sacro do ilíaco.)

Neck Work: Seu objetivo nesta sessão é o equilíbrio ântero-posterior da facecrâniosua continuidade através do pescoço para balancear o pólo superior com o novo nível de integração atingido no pólo inferior do corpo. Para tanto volte a contatar o processo transverso do Atlastrabalhe a partir daí.

Back Work: Há quem faça o back work de uma sessão #8 ?baixa? em duas fases: a primeira com o cliente sentado na mesaseus pés apoiados na mesa, como que repassando o back work da sessão # 7, para em seguida fazer o back work com o cliente no banco, os pés apoiados no chão, fazendo o que for necessário, trabalhando as costas pelas costas ou pela frente do corpo, para ajudar o cliente a integrar as pernas com a coluna.

Trackings típicos para a oitava sessão (imaginando-se uma oitava sessão ?baixa?):

a) Quaisquer trackings relativos a porção inferior do corpo, já empregados anteriormente ou não.

SESSÃO #9

(Imaginando uma sessão #9 de cintura escapular)

Pelvic Lift: peça para o cliente erguer a pelve, vértebra por vértebra, desde o cóccix até L-1/T-12, enquanto você checa a coordenação, especialmente ao redor do diafragma. Se necessário repita o contato com a frente da coluna na articulação lombo-dorsal funcional, (ao redor de T-8/T-9) usando um toque leve.

Neck Work: trabalhe o aspecto posterior da cintura escapular para soltar os ombros do pescoço. Peça para o cliente estenderrodar a cabeça para longe do ponto de contato.

Back Work: O cliente sentado com os pés na mesa, como no back work da primeira sessão, com os dedos das mãos entrelaçados na frente dos joelhos, as costas relativamente eretas. Apóie as mãos em punho (dorso dos dedos) na borda superior das escápulas. Peça para o cliente encontrar as tuberosidades isquiáticas?alcançar? em direção ao chão com elas ao mesmo tempo que ?alcança? com o topo da cabeça para o teto, enquanto você traciona as escápulas caudalmente. O pescoço deverá alongar para o teto sem o engajamento dos eretores.

Pode ser útil pedir para o cliente “alongar? as pontas dos cotovelos em direção à mesaao mesmo tempo deixá-los irem ligeiramente para os lados enquanto a cabeça roda um pouco para cada ladoo alto das costas permanece longoaberto.

Trackings típicos para a nona sessão (imaginando-se uma nona sessão ?alta?):

a) Quaisquer trackings relativos a porção superior do corpo, já empregados anteriormente ou não, mas em especial os trackings de cotovelode esterno,preferencialmente com o cliente de pé.

SESSÃO #10

Como regra geral para a última sessão da série básica não tente mais separar/desgrudar tecidos, mas sim integrar todo o corpo no movimentose ainda houver áreas problemáticas procure integrá-las como estão com o resto do corpo da melhor maneira possível para este momento do cliente. Para tanto o toque deve ser mais preciso e, embora com uma intenção bem mais profunda, deve ser mais leve.

A esta altura do trabalho pode ser bastante interessante pedir movimentos mais ativos por parte do cliente durante a sessão. Outra estratégia que pode ser muito proveitosa é trabalhar tanto quanto possível com o cliente sentado no banco para ajudar a integrar o pescoçoa cabeça com ?a linha?esta com os péssubstrato. Também pode-se trabalhar com o cliente em pé para integrar os movimentos através de todo o corpo através de trackings.

Tudo isso sido dito, considere então que as técnicas de fechamento desta sessão deverão ?amarrar? o trabalho. Por isso, mesmo que você tenha optado por fazer uma décima sessão só de trackings, ainda assim é produtivo partir para o pelvic lift, o neck worko back work.

Pelvic Lift: certifique-se de equilibrar a articulação sacro-lombar. Ao terminar o pelvic lift você deveria sentir a resposta indo até o occipital.

Neck Work: certifique-se de equilibrar a articulação atlanto-occipital. Esta articulação é muito importante devido aos inúmeros proprioceptores que contémtambém para garantir a possibilidade de orientação para o espaço. Ao terminar o neck work você deveria sentir a resposta indo até o sacro.

Back Work: com o cliente sentado ereto,empregando um toque leve, promovendo a integraçãoconexão através das várias camadas fasciaismusculares das costas.

Teste da coluna serpenteante: com o cliente sentado na mesa: segure a cabeça do cliente bilateralmente logo abaixo dos processos mastóides,levante-a levemente, apenas o suficiente para desengatar a base da cabeça, separando o atlas do occipital. Balance firme mas delicadamente a cabeça: você deveria sentir o balanço descer por toda a coluna até o sacro/cóccix, a coluna serpenteando como uma cobra. Caso isto não aconteça trabalhe onde a coluna bloqueia o serpentear, tocando levemente o localajudando o cliente a permitir o fluir de movimento na área afetada.

Trackings típicos para a décima sessão:

a) Para a sessão em si: quaisquer trackings já empregados anteriormente ou não.

b) Para o fechamento da sessão: o tracking de tornozelosatlanto-occipital.[:][:pb]Neck Work, Pelvic Lift, Back Work[:]

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