Associação Brasileira de Rolfing

Rolfing Brasil – 08/2010

Volume: 10

Essa ponte trabalhando com Robert Schleip, em suas pesquisas no laboratório de fisiologia aplicada da Universidade de Ulm, me gratifica bastante, pois tem ajudado a refinar minha compreensão do mundo biológico em que o tecido conjuntivo se constitui. Explorar dissecar fascia fresca em ratos, coletando amostras da fascia toraco-lombar para os experimentos de contractilidade com o tecido tem sido atividade quase diária. Também coleto fascia (superficial profunda)tenho sido assistida em cultura celular de fibroblastos, para experimentos com as células.

Minha vinda para a Europa começou com uma palestra sobre Rolfing no curso de Fisioterapia na Hogeschool van Amsterdam em janeiro de 2007. O I Congresso Internacional de Fascia em Boston, USA em outubro 2007 rendeu um artigo no BMT-Journal of Body movement Therapy algumas entrevistas na Holanda. Estive na UU-Utrecht Universiteit Depto de Biofísica Molecular continuo em contato com o professor cujo grupo desenvolve um microscópio para fotografar células in viv. Em Amsterdam, na Vrije Universiteit, onde se realizou o II Congresso em outubro 2009, tive uma oportunidade impar de ‘rolfar’ 3 professores, de registrar uma mini-sessão de liberação miofascial em ultra-som de re-encontrar Robert Schleip, que então me convidou para conhecer seu procedimento de pesquisa. Esse convite se transformou num convite posterior do diretor do Instituto de Fisiologia para que meu estudo de doutorado na UNIFESP fosse feito em conjunto. Isso tem dividido meu tempo entre São Paulo Europa desde 2008.

Estando sediada aqui na Alemanha tenho podido participar de reuniões eventos na ERA, outras universidades instituições, presenciar discussões entre titãs na anatomia, fisiologia histologia (ainda no embate da definição das estruturas que são ou não fascia, por exemplo)tomar contato com novas pesquisas que estão sendo produzidas sem ter sido ainda publicadas. Em paralelo, quando possível faço sessões de Rolfing, tanto aqui em Ulm quanto em Amsterdam.

De 21 a 26 de março último foi realizado na Universidade de Ulm o Interdisciplinary Fascia Research Course, com professores pesquisadores dos Estados Unidos Europa participantes idem, mais Canadá, Austrália Nova Zelândia. Estive na lista dos presentes conduzindo atividade pratica em subgrupos, de dissecsão de fascia de rato.

Minha formação inclui psicologia (clinicado trabalho), psicossomática, fisioterapia, rolfingterapia crânio sacral, procurando integrar esses conhecimentos na experiência clinica. Agora do outro lado, no laboratório, desenvolvo compreensão de fundamentos desse conhecimento, alem de constatar como a organização do mundo do trabalhodo mundo econômico se inter-relacionam com a produção cientifica. Alem da vivencia pessoal, creio que ate a sua finalização esse doutorado me possibilitara adicionar algo ao conhecimento da Distrofia Muscular de Duchenne, doença que estudo no momento que atendo pacientes no ambulatório de Doenças Neuromusculares da UNIFESP em São Paulo. Graças a esse processo com a colaboração de colegas professores que confiam no potencial de resultados, esta sendo construída uma abordagem de cuidado mais integrativo desses pacientes, via fascia, ancorada em princípios de Rolfing de Crânio Sacral, incluindo movimento toque que combina essas duas terapias.

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