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Um Toque de Ética

Pages: 07-08
Associação Brasileira de Rolfing

Rolfing Brasil – ABR

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Um evento muito comum na vida de um rolfista é receber um pedido de atendimento de um cliente que está em processo com outro rolfista. O objetivo deste artigo é apreciar essa possibilidade, usando o artigo 16 do Código de Ética da Associação Brasiliera de Rolfing® como referência:

<i>16. Reconhecendo que Integração Estrutural-Rolfing® é um relacionamentonão uma mercadoria, não oferecemos nossos serviços como Rolfistas nem aceitamos como cliente de Integração Estrutural-Rolfing® de uma pessoa que sabemos que está recebendo uma série de serviços de um outro profissional qualificado na falta de uma justificativa forte relacionada com os melhores interesses do cliente. Em hipótese alguma, a menos que o cliente assim solicite, aceitaremos uma pessoa como cliente de Integração Estrutural-Rolfing® antes de fazermos uma tentativa de boa-fé de conversar com o seu atual Rolfistatermos aconselhado a pessoa a fazer o mesmo.</i>

Um primeiro ponto a observar no artigo 16 é colocação de que o trabalho de Integração Estrutural-<i>Rolfing®</i> não é uma mercadoria,sim uma relação. Esse é um lugar muito importante para ser lembrado sempre,serve como prisma para avaliar todos os níveis da terapêutica de um Rolfista.

Se o meu trabalho é essencialmente de relação, posso me sentir confortável em aceitar um cliente que está em processo com outro Rolfista? Será que essa interferência não vai influenciar também a construção do meu processo com o novo cliente?

O artigo 16 aprofunda o tema, sempre norteado pelo princípio da relação: ele abre a possibilidade de aceitarmos um cliente em processo com outro Rolfista (deve haver forte justificativa, sendo esta relacionada ao melhor interesse do cliente), mas salienta que deve haver uma tentativa de boa-fé anterior, no sentido de se estabelecer uma comunicação do novo Rolfistacliente com o antigo Rolfista.

Existe uma frase famosa da Ida Rolf que pode nos ajudar a aprofundar essa discussão: <i>?O problema do Rolfing não é que você está lidando com as partes, mas sim com a relação entre as partes?.</i> Quando recebemos uma proposta de trabalhar com alguém em processo com outro Rolfista, temos de lembrar que esta possibilidade requer um cuidado especial. Temos de estar cientes de que <i>?a relação entre as partes?</i> está envolvendo a suposta intervenção de dois Rolfistas! A devida comunicação, a gentileza, o olhar abrangente, são fundamentais! Ajudar o eventual cliente a se comunicar com o antigo Rolfista nos parece muito importante, assim como a direta comunicação entre os dois Rolfistas. Nosso trabalho é de integração,qualquer atitude que desorganize essa possibilidade pode representar uma perda significativa tanto no plano ético, bem como na ideia daquilo que acreditamos ser um processo de <i>Rolfing®.</i>

Nós do Comitê de Ética, escolhemos o tema acima, por se referir a uma situação bastante recorrente na comunidade. Na verdade, estamos também iniciando uma campanha para, num primeiro momento, incentivar os colegas rolfistas a conhecerem melhor o nosso Código, cujo texto atual foi traduzido do código escrito pelo Rolf Institute (RISI), com pequenas adaptações para o contexto brasileiro. Em outro momento, a intenção é organizar, entre os membros da comunidade, um debate sobre os itens do nosso Código, visando ao seu aprimoramento.

Comitê de Ética ? Associação Brasileira de <i>Rolfing®

Alfeu Ruggi

Guilherme Figueiredo Nascimento</i>

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