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Normal Function na Teoria e na Prática

Pages: 10-11
Year: 2001
Associação Brasileira de Rolfing

Rolfing Brasil – ABR

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Este artigo vem ampliar o que já foi visto nos dois outros anteriores. Ele traz uma noção prática do Normal Function no nosso trabalho diário como rolfistas, seja através do toque ou nos movimentos educativos que acompanham cada sessão. Para recordaçãopara os colegas que estão lendo pela primeira vez esta série de artigos.

Os Princípios do Normal Function

1.Cada movimento se inicia por relaxamento muscular ao invés de contração.

2.A linha mediana do corpo se alonga ao invés de se encurtar, com isto o corpo já está indo na direção da integração.

3.O suporte se acentuacom isto também se acentua a estabilidade de todo o corpo.

O objetivo é o de utilizar-se destes princípios no nosso próprio movimento diário assim como na nossa intenção de toquena educação do movimento com os nossos clientes.

1.O uso de Normal Function no nosso próprio corpo: experimente pensar nestes 3 princípios no seu movimento diário quando estiver trabalhando. Inicie cada movimento pelo relaxamento muscularsinta o alongamento, o peso do seu corpoo suporte que este movimento produz.

2.A intenção do nosso toque: Tendo como objetivo a integração, nosso toque deveria ter a qualidadeprecisão que permita que a linha mediana do corpo se alongue.

3.Movimentos educativos: O uso do NF com os nossos clientes é muito construtivo, pois dá a possibilidade para que eles próprios possam atuar diariamente na manutençãona expansão das mudanças estruturais obtidas.

A qualidade do toque ou ?a mesa como nossa terceira mão.?

O toque é a nossa mais importante ferramenta, quanto mais precisaclara for sua intenção, tanto melhor serão os resultados obtidos. Em NF o toque deveria induzir no corpo do nosso cliente um alongamento sem compressão, seja no local ou no todo. Esta qualidade do toque poderia ainda ser chamada deo toque através do corpo ao invés de o toque no corpo. Se trata de estar com a intenção além da parte tocada como se fosse penetrando através do corpocriando espaçoalongamento. Para que isso seja possível é de grande auxílio a utilização consciente da mesa como suporte. A idéia é de que a mesa funcione como esta terceira mão que está como que ajudando a dar suportealongar a parte aparentemente passiva ao toque.

Veja agora os seguintes exemplosperceba os três pontos citados anteriormente: o uso de NF no nosso corpo; a intenção do toque; a mesa como a terceira mão;os movimentos educativos.

Os exemplos 12 mostram o emprego dos três princípios do NF. Note como a linha mediana do corpo está se alongando (ACMOTT).

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Os exemplos 34 demonstram o uso da mesa como suporte ou a terceira mão. A intenção é de alongar tanto a parte anterior como a parte posterior do corpo do cliente. A direção do toque é tangencial, permitindo assim que a linha mediana se alongue.

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O exemplo 5 mostra o emprego passivo de NF no trabalho.

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O exemplo 6 demonstra o movimento ativo de NF. Manipulativo, assim temos mais acesso às fáscias. A instrução é: deixe o joelho subir em direção ao teto.

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Os exemplos 78 demonstram o emprego do corpo da forma oposta à NF. Veja como a linha mediana do corpo está se encurtandonote como o toque muda de direção (perpendicular), comprimindo ao invés de alongar o corpo. Perceba também o uso mais acentuado da força muscular ao invés do peso do corpo.

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As qualidades do toque:

1.A direção do toque deve ser do centro para a periferia, com isto evitamos criar compressãocongestionamento do tecidodas articulações.

2.Peso x Força: Seguindo o princípio da economia, devemos fazer uso do próprio peso do corpo ao invés da força muscular. Com isto economizamos energiao nosso toque será muito mais claro, relaxanteefetivo.

3.Toque através do corpo: como já foi visto anteriormente, a nossa intenção deve ser de que todo o corpo respondase alongue com o nosso toque.

4.Descompressão x Compressão das Articulações: a direção do toque deve ser no sentido de dentro para fora das articulações ao invés de contra as articulações.

5.O Movimento em NF: O movimento do nosso cliente deveria ser o mais passivo possível, ou seja, o rolfista faz o movimentoo cliente relaxa. Assim os músculos estão relaxadoscom isto temos mais acesso às fáscias. No caso do movimento educativo desejado, a instrução deste deve ser precisa permitindo que as três qualidades do NF já mencionadas sejam possíveis, como por exemplo: deixe o joelho subir em direção ao teto, ao invés de levante o joelho (que usa o princípio da contração) ou deixe o cotovelo se alongar para o ladoentão para cima em direção à cabeça, ao invés de levante o braco, etc… Desta maneira estamos reduzindo a ação da contração muscular criando mais alongamentoao mesmo tempo educando um novo padrão de movimento que aumentaintegra as mudanças estruturais alcançadas. Note que para tanto é necessário que a nossa linguagem seja bem precisa, usando-se termos como: deixe o braço levantar, etc.

Concluindo, NF oferece uma direção claraconcreta do caminho pelo qual o corpo esteja sendo guiado no sentido da integração, pois como disse Ida, o objetivo da IE é o de trazer a linha mediana do corpo o mais perto possível da linha da gravidade. Neste caso, estaremos sempre trabalhando do lado seguro, evitando a desintegração, pois só deixar o corpo mais moleelástico não é ainda suficiente para se dizer que o integramos. A integração depende de uma mudança da forma ou da estrutura que comprove uma organização com melhor suporteestabilização, ou seja uma geometria mais balanceadaeconômica, segundo as leis da física. Este será o assunto do próximo artigo que irei apresentar, ou seja, o que é a integraçãoquais são os critérios que definem se um corpo está integrado ou não.

Rosi BurkhardtWalter de Mello Neto são rolfistasmembros licenciados da SGSI (Associação Suíça de Integração Estrutural). [email protected]

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